Bolsonaro nomeia reitor que não foi eleito e provoca protestos na UFC

Alunos, professores e servidores da Universidade Federal do Ceará estão nas ruas contra a nomeação de Cândido Albuquerque para a reitoria; nomeação desrespeita consulta à comunidade acadêmica, feita em maio, na qual Cândido ficou em último lugar, com apenas 4,6% dos votos

247 - Entidades que representam estudantes, professores e servidores da Universidade Federal do Ceará (UFC) protestam em ruas próximas à instituição na noite desta terça-feira 20 contra a nomeação do novo reitor, Cândido Albuquerque.

A nomeação foi determinada pelo presidente Jair Bolsonaro e publicada no Diário Oficial da União. A posse será executada pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, na próxima quinta-feira 22, informação apurada pelo jornal O Povo e confirmada pelo MEC.

“Bolsonaro não respeitou o que a comunidade acadêmica queria”, disse o estudante de Geografia Carlos Freire, de 19 anos, que entende estar vivendo “o início de uma ditadura”. Ele se refere à consulta feita à comunidade acadêmica – composta por estudantes, professores e servidores – e pela lista tríplice feita pelo Conselho Universitário (Consuni) da UFC.

Na consulta à comunidade acadêmica, realizada em maio, Cândido ficou em último lugar, com 610 votos, contra 7.772 de Custódio Luís Silva de Almeida, então vice-reitor da universidade. Em votação no Consuni, etapa posterior, Cândido obteve nove votos, ficando em segundo, atrás novamente de Custódio, que conquistou 25 dos 47 possíveis.

Em entrevista ao G1, ele afirmou que a universidade precisa ser conduzida de maneira “diferenciada”. “Essa eleição direta [consulta pública] ao invés servir para buscar um gestor para a universidade, você trava uma batalha ideológica. Desde o começo da minha campanha eu me posiciono contra esse processo. Eu não fui indicado para ser líder político”, afirma Albuquerque.

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