“Bolsonaro vilipendia, difama e quebra decoro”, aponta deputado sobre ataque à jornalista

“Pare de envergonhar o Brasil. Pense um pouco em governar, deixe de agredir as pessoas”, cobrou o vice-líder do PCdoB, o deputado Márcio Jerry (MA)

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(Foto: Michel Jesus - Agência Câmara)


247 - Vice-líder do PCdoB, o deputado Márcio Jerry (MA) partiu em defesa da repórter da Folha de S.Paulo, Patrícia Campos Mello, nesta terça-feira (18), após Jair Bolsonaro atacar, com insinuação sexual, a jornalista. Na manhã de hoje, diante de visitantes e repórteres que o aguardavam no Palácio da Alvorada, o presidente disse que "ela [repórter] queria um furo. Ela queria dar o furo a qualquer preço contra mim [risos dele e dos demais]". 

“O presidente faz chacota, vilipendia, difama, quebra o decoro do exercício da presidência da República quando faz estes ataques de absoluta estupidez, que agride todas as mulheres e toda a imprensa brasileira”, declarou o congressista. 

“Pare de envergonhar o Brasil. Pense um pouco em governar, deixe de agredir as pessoas, a imprensa, as mulheres, as famílias brasileiras, que o senhor tanto fala e tão pouco respeita. É hora de começar a governar, coisa que o senhor não fez até agora, passado um ano e dois meses de seu governo”, cobrou. 

Jair Bolsonaro fazia referência ao depoimento do ex-funcionário da Yacows, Hans River, empresa suspeita de disparo em massa de fake news para Bolsonaro durante a campanha eleitoral de 2018. No último dia 11 de fevereiro, em depoimento à CPMI das Fake News, Jerry enquadrou o ex-empregado por não apresentar prova e mentir durante a acareação feita no Senado, a fim de desviar a atenção da opinião pública. e No depoimento, ele também agrediu Patrícia Mello Campos, autora da reportagem que expôs o esquema criminoso de envio de mensagens. 

"Apresente uma circunstância plausível, que as pessoas acreditem do seu trabalho para o PT. Porque tem que ter um contrato, um contato, um dia, uma hora, tem que um escritório. Nos convença com clareza de informação", indagou o parlamentar diante das respostas evasivas do depoente.

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