Dino: Bolsonaro faz um “governo extremista e sectário, que busca o conflito”

Alvo de comentário preconceituoso de Jair Bolsonaro, o governador do Maranhão, Flávio Dino, também afirma que o presidente comete "uma violência simbólica, psicológica, que naturaliza desigualdades. E por isso é inaceitável". O chefe do Executivo federal havia dito que, dos "governadores 'de paraíba', o pior é o do Maranhão. Tem que ter nada com esse cara"

Presidente da Embratur, Flavio Dino, durante entrevista no Palácio do Planalto sobre a redução dos preços dos hotéis no RJ para o Rio+20
Presidente da Embratur, Flavio Dino, durante entrevista no Palácio do Planalto sobre a redução dos preços dos hotéis no RJ para o Rio+20 (Foto: FABIO RODRIGUES-POZZEBOM/ABR)

247 - O governador do Maranhão, Flávio Dino, bateu duro no presidente Jair Bolsonaro, que vem colecionando uma série de declarações polêmicas. Em uma delas o chefe do Executivo fez referência ao Nordeste quando afirmou que, dos "governadores 'de paraíba', o pior é o do Maranhão (Flávio Dino, do PCdoB). Tem que ter nada com esse cara". "Trata-se de um governo extremista e sectário, que busca o conflito o tempo todo", afirma o governador à revista Carta Capital.

"O mais grave é que a agressão não se restringe a mim. Foi a expressão de um infame preconceito do presidente da República contra uma região e um quarto da população do País. Se pensarmos nos descendentes de nordestinos, podemos falar em um terço dos brasileiros. Esse menosprezo, infelizmente, gera um efeito multiplicador, não só no círculo mais íntimo de Bolsonaro, mas entre aqueles que o seguem e se sentem autorizados e estimulados a praticar no cotidiano esse preconceito", diz. "É uma violência simbólica, psicológica, que naturaliza desigualdades. E por isso é inaceitável", acrescentou.

De acordo com o governador, "se pegarmos os raros pronunciamentos durante os 30 anos de atuação inexpressiva no Congresso, as declarações do agora presidente só repercutiam por força da verbalização do discurso de ódio". 

"O espantoso é a sequência inesgotável, que se intensificou do Carnaval em diante e teve como mais recente episódio o ataque ao presidente da Ordem dos Advogados do Brasil. São 20, 30 agressões contra segmentos diversos: nordestinos, artistas, ambientalistas, LGBTs, indígenas, quilombolas, mulheres. Nitidamente, ele escolheu atuar dessa maneira. Em vez de governar para todos, ele escolhe poucos. Trata-se de um governo extremista e sectário, que busca o conflito o tempo todo".

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