Presidenciável, Dino defende aumento de taxação de bancos e grandes fortunas

De acordo com o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), “um bom exemplo que falta hoje para o Brasil é aquele que tem iate, helicóptero, jet-ski, patrimônios milionários, os bancos que têm lucros gigantescos, se submeterem ao regime tributário praticado na OCDE”

www.brasil247.com - Governador defende taxação aos mais ricos para a redução da desigualdade no País
Governador defende taxação aos mais ricos para a redução da desigualdade no País (Foto: Divulgação)
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247 - O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), defendeu um aumento da taxação sobre bancos e grandes fortunas, para reduzir a desigualdade social no país.

“Um bom exemplo que falta hoje para o Brasil é aquele que tem iate, helicóptero, jet-ski, patrimônios milionários, os bancos que têm lucros gigantescos, se submeterem ao regime tributário praticado na OCDE”, afirmou em entrevista ao jornalista Fernando Rodrigues, divulgada na noite deste domingo (1°), no SBT.

‌‌‌“Já que a OCDE, o clube dos países ricos, é o modelo para o atual governo, basta praticar a média dos tributos sobre os ricos e o Brasil anda melhor”, complementou o chefe do Executivo maranhense, ironizando a submissão de  Jair Bolsonaro ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para alçar o Brasil ao organismo multilateral.

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O governador também destacou que o Supremo Tribunal Federal (STF) “permitiu” o golpe contra Dilma Rousseff, abrindo caminho para uma ruptura institucional, que resultou na eleição de Bolsonaro.

‌“Havia uma conjuntura naquele momento de isolamento político e uma crise econômica. E o Supremo, naquele momento, adotou uma postura chamada de autocontenção, de autorrestrição ou de autolimitação. Ou seja, Supremo resolveu não intervir. Atuou como guardião das regras do jogo. Lembra-se que teve uma liminar do ministro Barroso na ocasião e o ministro Lewandowski foi lá presidir 1 processo posto no Senado e o Supremo optou por nunca julgar se havia ou não causa legítima”

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‌“Se não tivesse ocorrido o impeachment, não existiria Bolsonaro”, acrescentou ele. “O arranjo da nova República teria continuado de pé. O bolsonarismo é a corrente política da direita, que destrói o pacto político que foi feito, quando da Constituinte, aliás, quando das Diretas Já, antes, e ele rompe com esse pacto. Não teria ocorrido esta ruptura se não tivesse ocorrido a ruptura do impeachment”.

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