Fumaça da África chega ao Nordeste e eleva poluição do ar a nível crítico

De acordo mapa produzido nesta sexta-feira, 30, pelo Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélite (Lapis), ligado à Universidade Federal de Alagoas (UFAL), a fumaça das queimadas no centro-sul da África cruzou mais de 6.000 km pelo oceano Atlântico até chegar aos litorais de Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte

(Foto: Lapis/Divulgação)

247 - Imagens de satélite mostram que a fumaça dos incêndios florestais no continente da África chegaram ao Nordeste brasileiro e estão provocando aumento até quatro vezes maior do que o nível máximo de poluição recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

De acordo mapa produzido às 13h desta sexta-feira, 30, pelo Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélite (Lapis), ligado à Universidade Federal de Alagoas (UFAL), a fumaça das queimadas no centro-sul da África cruzou mais de 6.000 km pelo oceano Atlântico até chegar aos litorais de Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte.

O relatório ainda cita que, entre as capitais, a fumaça tem mais intensidade em Natal, mas também chegam a Maceió, Recife e João Pessoa. "O índice de poluição por esse material particulado está entre 50 e 100 µg/m³", informou o laboratório ao UOL, citando a unidade de micrograma de poluição por metro cúbico de ar.

Os incêndios florestais ocorrem na África Central e se espalharam por Angola, República Democrática do Congo, Moçambique e Madagascar. Em 24 de agosto, um satélite da Nasa (agência espacial norte-americana) teria detectado 6.902 incêndios em Angola e 3.395 no Congo. Semelhantes às chamas na Amazônia, os incêndios também causaram protestos em todo o mundo.

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