Camilo Santana defende unidade da esquerda e diz que PT deve romper isolamento: ‘é hora de abrir, renovar, reciclar’

À TV 247, governador do Ceará (PT) disse que a esquerda tem “muito mais convergências do que divergências, então é momento de pensar em um projeto nacional bem consolidado”. O governador também falou da falta de uma coordenação nacional no combate ao coronavírus. “Por isso que os governadores e prefeitos tiveram que assumir um protagonismo muito forte”. Assista

Camilo Santana
Camilo Santana (Foto: THIARA MONTEFUSCO/ GOVERNO DO CEAAÁ)
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247 - O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), defendeu em entrevista à TV 247 uma unidade e aliança da esquerda em defesa da democracia, do Brasil e de um “projeto nacional bem consolidado”. Ele também falou sobre a ausência do governo federal na condução de políticas de combate à pandemia de coronavírus.

Para Camilo Santana, a esquerda tem mais convergências do que divergências e, por este motivo, deve se aliar na defesa do País. O governador também disse que o PT, partido ao qual é filiado, precisa renovar suas lideranças e fugir do isolamento político. “Acho que é importante a gente construir uma unidade em defesa da democracia, em defesa do Brasil. Vivemos em um momento complicado, muitas agressões à democracia brasileira, é preciso combater isso de forma muito forte. O que eu defendo é que o PT não pode construir, principalmente em muitos estados brasileiros, um isolamento. É preciso abrir, é preciso renovar, é preciso reciclar, é preciso colocar, apoiar e apostar em novas lideranças nesse País e é preciso construir unidade, uma aliança de forças. Nós temos muito mais convergências do que divergências, então é momento de pensar em um projeto nacional bem consolidado”.

Sobre a pandemia, Santana disse que governadores e prefeitos precisaram assumir o comando das políticas públicas de combate à Covid-19 por falta de uma coordenação de Jair Bolsonaro e do Ministério da Saúde, que passou por um rodízio de ministros em plena pandemia. “Um dos grandes problemas nesse enfrentamento à pandemia foi a falta de uma coordenação nacional. A experiência na grande maioria dos países do mundo inteiro é que houve uma coordenação nacional que era liderada pelo presidente, aqui faltou uma coordenação. Temos um Ministério da Saúde que está há mais de 100 dias sem ministro, em plena pandemia se trocou três ministros da Saúde nesse País. Por isso que os governadores e prefeitos tiveram que assumir um protagonismo muito forte diante dessa pandemia, por falta dessa coordenação que eu não tenho dúvida que prejudicou muito o andamento do trabalho”.

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