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Lobão quer cópia de depoimento de empreiteiro

Em nova petição protocolada no STF, o senador Edison Lobão (PMDB-MA) pediu para tirar cópia do conteúdo da delação de Ricardo Pessoa, dono da UTC Construções; o pedido já havia sido negado pelo ministro Teori Zavascki, relator do caso, mas agora o ministro Celso de Mello é quem tomará a decisão a respeito do caso; Pessoa teria declarado em sua delação premiada que pagou propina de R$ 1 milhão para Lobão na época em que ele era ministro de Minas e Energia; em troca, o agora senador teria favorecido a UTC e o consórcio que toca as obras da usina Angra 3

Em nova petição protocolada no STF, o senador Edison Lobão (PMDB-MA) pediu para tirar cópia do conteúdo da delação de Ricardo Pessoa, dono da UTC Construções; o pedido já havia sido negado pelo ministro Teori Zavascki, relator do caso, mas agora o ministro Celso de Mello é quem tomará a decisão a respeito do caso; Pessoa teria declarado em sua delação premiada que pagou propina de R$ 1 milhão para Lobão na época em que ele era ministro de Minas e Energia; em troca, o agora senador teria favorecido a UTC e o consórcio que toca as obras da usina Angra 3 (Foto: Leonardo Lucena)

Maranhão 247 - Em nova petição protocolada no Supremo Tribunal Federal (STF), o senador Edison Lobão (PMDB-MA) pediu para tirar cópia do conteúdo da delação de Ricardo Pessoa, dono da UTC Construções. A informação é do Blog do Josias de Souza. O pedido já havia sido negado pelo ministro Teori Zavascki, relator do caso, mas agora o ministro Celso de Mello é quem tomará a decisão a respeito do caso.

Pessoa teria declarado em sua delação premiada que pagou propina de R$ 1 milhão para Lobão na época em que ele era ministro de Minas e Energia. Em troca, o agora senador teria favorecido a UTC e o consórcio que toca as obras da usina Angra 3, com encerramento previsto para 2018.

Alega-se que, enquanto Teori Zavascki nega a Lobão o direito de tirar cópia dos depoimentos o empreiteiro, "os órgãos de imprensa por todo o país divulgam e repercutem o teor desses mesmos documentos, muito embora —aí sim— haja uma vedação legal que expressamente proíbe o acesso de tais veículos aos termos da delação."

"É tempo de fazer cessar esse sistemático e criminoso vazamento de informações sigilosas para a imprensa", diz a petição. "Questiona-se aqui não a divulgação de tais informações, mas o momento imediatamente anterior, o ato de vazar".