Marília Arraes: a esquerda perdeu espaço, sim, e por nossa culpa

A deputada federal Marília Arraes (PT-PE) fez uma crítica à esquerda que, segundo ela, se embaralhou na conciliação e abrigou sabotadores do plano estratégico de governo progressista; "Existem sabotadores do nosso projeto e nós, em nome da conciliação, terminamos nos aliando a esses sabotadores”, afirmou, no 4º Encontro de Assinantes do 247, em Olinda (PE); assista

 247 - A deputada federal Marília Arraes (PT-PE) falou no 4º Encontro de Assinantes do 247, em Olinda, sobre a situação da esquerda no cenário atual da política brasileira. Para ela, o campo de esquerda perdeu espaço por conta da conciliação, inclusive à sabotadores do projeto de poder progressista da esquerda.

A parlamentar disse que a esquerda se aliou a sabotadores em busca do retorno ao poder. “A esquerda perdeu espaço sim, por nossa culpa. A gente colocou a conciliação, em vez de ser um meio para chegar até o fim, a gente se embaralhou na conciliação, ela virou o fim e ficamos ali. Existem sabotadores se dizendo de esquerda, sabotadores do nosso projeto e nós, em nome da conciliação para fazer um convergência e tentar chegar e retomar o poder, terminamos nos aliando a esses sabotadores que já nos sabotaram, não estão nos sabotando e que com certeza, quando for oportuno, vão nos sabotar lá na frente”.

Arraes afirmou também que o mesmo acontece no governo de Pernambuco. “Apoiar é diferente de ter um planejamento estratégico e, se for o caso, até combinar o jogo com esse pessoal. Agora se juntar, levar ao poder, criar uma cobra para morder a gente, aí é complicado. Aqui em Pernambuco aconteceu isso, e está acontecendo. Não me canso de dizer, podem falar o que for, mas nós estamos nessa situação aqui no estado, e até quando vamos ficar? Até quando vamos ficar nessa situação lá no Congresso? Até quando vamos achar que está tudo lindo, que é isso, que valeu a pena, que é isso quando na verdade, no final das contas, não vai valer”.

Marília Arraes cobrou uma mudança de posicionamento político e estratégico da esquerda para que esta não se perca ainda mais. “É uma tragédia anunciada. Ou a esquerda muda o posicionamento estratégico, não digo nem que seja revolucionário puro e deixe de ser reformista totalmente, mas ou a gente, em um momento crítico da política brasileira como esse, toma um rumo concreto e estratégico ou então vamos continuar nos perdendo e nosso caminho vai se alongar ainda mais”.

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