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Morre, aos 68 anos, o jornalista e escritor baiano Jorge Ramos

Jorginho, como era carinhosamente conhecido pelos amigos e colegas de profissão, foi um dos ícones do jornalismo baiano

Morre, aos 68 anos, o jornalista e escritor baiano Jorge Ramos (Foto: Reprodução)

247 - Nesta quinta-feira (4), o jornalismo baiano perdeu uma de suas figuras mais emblemáticas, Jorge Luiz Ramos, conhecido carinhosamente como Jorginho. Aos 68 anos, Ramos sofreu um infarto fatal durante sua rotina matinal de exercícios. Apesar dos esforços médicos, não resistiu. Seu corpo será cremado no cemitério Jardim da Saudade, em Salvador, às 16h30, informa o jornal Correio*.

Além de presidente do Sindicato dos Jornalistas (Sinjorba), Jorginho deixou sua marca em diversos veículos de comunicação da Bahia, como a TVE Bahia, TV Bahia, TV Santa Cruz, em Itabuna, TV Aratu e Bandeirantes. Sua influência estendeu-se também à academia, onde lecionou na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e na Faculdade 2 de Julho. Nos bastidores políticos, Ramos também fez história, atuando em várias secretarias estaduais e como subsecretário de comunicação de Salvador.

Diego Ramos, filho de Jorginho, ressaltou a figura do pai como um símbolo do jornalismo baiano: "Ele era um pai e um profissional exemplar, uma pessoa amorosa, equilibrada, adorado por todos que o conheciam. Um professor nato, que ajudou a formar várias gerações de jornalistas e ajudou a moldar o jornalismo baiano."

Recentemente, Ramos enfrentava problemas cardíacos, tendo sofrido previamente outros infartos e um AVC. Apesar disso, mantinha uma rotina saudável, dedicando-se a exercícios como caminhadas e hidroginástica.

Nascido em 22 de abril de 1955 em Ipirá, interior da Bahia, Jorge Ramos deixa um legado que transcende o jornalismo. Seu trabalho como escritor, incluindo o livro "O Semeador de Orquestras - História de um Maestro Abolicionista", e seu papel como diretor da Biblioteca Ruy Barbosa no Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB) são testemunhos de seu compromisso com a cultura e a história do estado.

A morte de Jorge Ramos é profundamente lamentada não apenas pela família e amigos, mas por toda a comunidade jornalística e cultural da Bahia. O IGHB, em nota de pesar, expressou suas condolências e decretou luto oficial de três dias em homenagem à sua memória.

Jorge Ramos deixa um legado duradouro e inspirador, marcado pela paixão pelo jornalismo, pela educação e pelo amor à sua terra natal. Seu trabalho continuará a influenciar e inspirar gerações futuras de jornalistas e intelectuais na Bahia e além.