“Naturalizam falcatruas”: deputado critica tolerância com crimes de Bolsonaro

Deputado Márcio Jerry (MA) critica a condescendência do Congresso e demais autoridades com o que chamou de ‘malfeitos’ da família Bolsonaro

(Foto: Michel Jesus - Agência Câmara)
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247 - Vice-líder do PCdoB, o deputado federal Márcio Jerry (MA) criticou nesta quarta-feira (26) a condescendência do Congresso e demais autoridades do país com o que chamou de ‘malfeitos’ da família Bolsonaro. 

Ao todo, 1.457 pessoas e organizações assinaram pedidos de impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) até meados de agosto, de acordo com a Agência de Jornalismo Investigativo Pública. Dos 50 pedidos enviados ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), apenas um foi arquivado até o momento. No total, incluindo aditamentos e pedidos rejeitados e retirados pelos autores, o número chega a 53.

“Os malfeitos da família Bolsonaro de há muito já teriam feito ruir seu desastrado mandato de presidente. Tempos estranhos esses que vivemos. Há setores, com participação de ‘pessoas de bem’, que cínica e cumplicemente naturalizam falcatruas, crimes, gravíssimas suspeitas”, disse o parlamentar maranhense. 

Nesta quarta, o procurador-geral da República, Augusto Aras, afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF) não pode determinar um prazo específico para que Maia examine os pedidos contra o presidente em razão da condução da pandemia.

O parecer foi enviado à Corte no âmbito de um mandado de segurança (MS) em que dois advogados alegam haver "comportamento omissivo" de Maia quanto ao processos. Neles, Bolsonaro é acusado de crime de responsabilidade por incentivar aglomerações e contrariar diretrizes das autoridades sanitárias.

Até o momento, além de processos ligados ao descaso com a crise sanitária, a lista de crimes envolvendo o presidente inclui incentivo e participação de manifestações golpistas; tentativa de interferência na Polícia Federal em proveito próprio; falsidade ideológica; divulgação de notícias falsas; atentado à liberdade de expressão e imprensa; e falta de decoro. 

Além destes, sobre a família, pesam acusações de prática de rachadinha – quando funcionários do gabinete devolvem parte dos salários para políticos –; de uso de funcionários fantasmas; de disseminação de fake news; de quebra de decoro parlamentar; e de ligação com suspeitos do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

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