Pré-candidatura de Zequinha ao Senado pode rachar grupo Sarney

A decisão do ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho (PV), lançar sua pré-candidatura ao Senado, faltando mais de um ano para as eleições de 2018, vem provocando inquietações entre os aliados da oligarquia que mandou e desmandou no Maranhão  ao longo de quatro décadas; a presença de Zequinha, como o ministro costuma ser chamado pelos mais íntimos, na disputa por um das duas cadeiras na Câmara Alta do Congresso, vem á tona a pergunta que não quer calar: Edison Lobão (PMDB) e João Alberto (PMDB) vão abrir mão do direito de disputarem a reeleição?

Bras�lia - O presidente da Frente Parlamentar Ambientalista, deputado Sarney Filho (PV-MA), e o deputado federal Ant�nio Roberto (PV-MG), durante entrevista sobre o veto parcial da presidenta Dilma Rousseff ao novo C�digo Florestal
Bras�lia - O presidente da Frente Parlamentar Ambientalista, deputado Sarney Filho (PV-MA), e o deputado federal Ant�nio Roberto (PV-MG), durante entrevista sobre o veto parcial da presidenta Dilma Rousseff ao novo C�digo Florestal (Foto: Leonardo Lucena)

Blog do Jorge Vieira - A decisão do ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho (PV), lançar sua pré-candidatura ao Senado Federal, nesta sexta-feira (2), faltando mais de um ano para as eleições de 2018, vem provocando inquietações entre os aliados da oligarquia que mandou e desmandou no Maranhão  ao longo de quatro décadas.

A presença de Zequinha, como o ministro costuma ser chamado pelos mais íntimos, na disputa por um das duas cadeiras na Câmara Alta do Congresso Nacional, vem á tona a pergunta que não quer calar: Edison Lobão (PMDB) e João Alberto (PMDB) vão abrir mão do direito de disputarem a reeleição?

Conversei com um ex-secretário do Governo de João Alberto, que me garantiu que o senador não abrirá mão de disputar a reeleição. Por outro lado, Lobão, em recente entrevista à folha, garantiu que se reelegerá, ou seja, como Sarney Filho acha que chegou a sua vez, tudo indica que o clima entre eles esteja pegando fogo.

O maior problema é que só existem duas vagas, sendo que uma, todos concordam, deverá ser preenchida por um aliado do governador Flávio Dino (PCdoB) ou até as duas, dependendo da conjuntura, daí o desespero de Lobão e João com o ato que o filho do velho oligarca José Sarney realizará amanhã em São Luís.

Quem acompanha a política local comenta que a pressa de Zequinha é fruto da incerteza de que, desta vez, será o candidato da família em uma disputa majoritária. Em 1990, o ministro era o candidato a governador do grupo, mas foi rifado na última hora e colocado em seu lugar Edison Lobão. Agora, resta saber como reagirão os senadores se forem impedidos de disputarem a reeleição.

E como se não bastasse a briga entre esses três destacados políticos remanescentes da oligarquia Sarney, o suplente Edison Lobão Filho (PMDB), ex-candidato ao Governo do Estado em 2014, já disse que pretende disputar a eleição para o Senado, caso o pai resolva se aposentar por conta do seu envolvimento na Operação Lava Jato.

É nesse “climão” que o ministro Sarney Filho, que se quer mora no Maranhão, vai reunir nesta sexta-feira seus aliados para antecipar o lançamento de sua candidatura. E como senão bastasse a briga com Lobão e João Alberto, a irmã Roseana ainda pode lhe atropelar, pois existe o desejo dela disputar o mandato de senador e essa hipótese não está descartada.

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