Refinaria privatizada na Bahia diz que não vai baixar preços e deputado defende reestatização

Posição da empresa do fundo Mubadala contrasta com a da Petrobrás, que mudou a política de de preços

Refinaria Mataripe e deputado Robinson Almeida
Refinaria Mataripe e deputado Robinson Almeida (Foto: Saulo Cruz/MME | Reprodução)


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247 - O deputado estadual da Bahia Robinson Almeida (PT) defendeu nesta quarta-feira (17) uma campanha pela reestatização da refinaria Mataripe, antiga refinaria Landulpho Alves (Rlam), depois que a empresa anunciou que não irá reduzir os preços dos combustíveis, como fez a Petrobrás após o fim da política de Paridade de Preços de Importação (PPI).

“Não posso aceitar que a Acelen não estabeleça uma política de preço compatível com a capacidade de compra do povo baiano. Ela não vai modificar sua política de preço, ela tem o monopólio e isso vai dificultar que o povo baiano tenha os benefícios que o povo brasileiro vai ter com a redução dos preços dos combustíveis”, refletiu Robinson Almeida em discurso na Assembleia Legislativa da Bahia.

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Robinson Almeida também disse que não adianta a refinaria investir em campanhas de comunicação, patrocinar o Bahia e o Vitória e vender o combustível mais caro do Brasil para os baianos. “É inaceitável que vendam para os baianos o combustível mais caro do Brasil. Nós temos que lançar uma campanha pela reestatização, para a Petrobrás comprar a Acelen e o povo baiano ter a refinaria Landhulpo Alves de volta. Está aí a diferença do que é privado e do que o público. O privado só visa o lucro e o público tem que ter a justiça  social na sua razão de existir", afirmou o parlamentar.

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Em comunicado, a Acelen, que administra a refinaria, informou que os valores dos combustíveis vão continuar seguindo os critérios que levam em consideração variáveis como custo do petróleo, dólar e frete, em consonância com as práticas internacionais de mercado.

Almeida levantou suspeita sobre a venda da então refinaria Landulpho Alves para o grupo Árabe Mubadala Capital e as joias recebidas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro dos árabes, estimadas em R$ 16 milhões, um mês antes da privatização ser concretizada em novembro de 2021. O valor da transação na época foi de R$ 1,65 bilhão, considerado metade do valor de mercado da refinaria.

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