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Representante de Suape em missão asiática é réu em caso de corrupção

Assessor da presidência do Porto de Suape, em Pernambuco, integra viagem oficial à Indonésia, Singapura e Malásia e responde a ação por fraude em licitação

Alexandre Cardoso (primeiro à esquerda) está em Suape desde maio de 2025. (Foto: Reprodução/Instagram Armando Monteiro Bisneto)

247 - Um dos representantes do Complexo Industrial Portuário de Suape em missão oficial na Ásia responde a um processo por corrupção na Justiça. O advogado Alexandre Cardoso, assessor especial da presidência do complexo, integrou a comitiva que participou de agendas institucionais e comerciais na Indonésia, em Singapura e na Malásia.

A presença de Cardoso na viagem foi registrada em uma foto divulgada nas redes sociais pelo presidente de Suape, Armando Monteiro Bisneto. Na publicação, ele descreveu a composição da delegação: “O diretor Jurídico de Suape, João Paiva, o assessor especial da presidência, Alexandre Cardoso, e o secretário da Frente Parlamentar Mista Brasil-Asean, Alex Kawano, me acompanharam na missão.”

Segundo Bisneto, a agenda internacional começou em 19 de fevereiro e incluiu encontros voltados à ampliação das relações comerciais e à internacionalização do complexo portuário pernambucano. “Para marcar o último dia da Missão Comercial Suape-Brasil-Asean na Indonésia, realizamos, na última sexta-feira (27), em Jacarta, intensa agenda para ampliar a internacionalização do Complexo de Suape e posicionar Pernambuco de forma ainda mais estratégica no cenário global, em conformidade com as premissas da governadora Raquel Lyra”, afirmou.

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Alexandre Cardoso ocupa cargos em Suape desde maio do ano passado. Antes de assumir funções no porto, ele atuou na Prefeitura de Ipojuca e passou a ser investigado por suspeitas de irregularidades em contratos públicos. As apurações foram conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de Pernambuco e por promotorias criminais do município.

Em dezembro de 2024, a Operação Patranha cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão contra empresários e servidores suspeitos de fraudar atas de registro de preços para vender produtos superfaturados, incluindo materiais gráficos. Entre os contratos investigados estão acordos firmados pela prefeitura entre 2021 e 2023.

Em um dos casos citados nas apurações, a gestão municipal adquiriu seis milhões de adesivos destinados a turistas — quantidade cerca de 60 vezes superior à população da cidade, estimada em 105 mil habitantes. Na época, Cardoso ocupava o cargo de secretário municipal de Administração, Logística e Recursos Humanos e segue investigado nesse inquérito.

Além disso, ele é réu em outra ação judicial ao lado da então prefeita Célia Sales e do próprio município de Ipojuca. O processo trata de suposto abuso de poder em uma licitação do setor gráfico apontada como fraudulenta. Antes de se tornar secretário municipal, Cardoso também atuou como procurador-geral adjunto da cidade entre 2017 e 2019.

O Governo de Pernambuco foi procurado mas não se manifestou até o fechamento da reportagem. O espaço continua aberto para manifestação.