Roberto Costa: PMDB não fará oposição radical

Ao falar sobre o futuro da legenda, o presidente municipal do PMDB, deputado Roberto Costa (PMDB), afirmou que o assunto Ricardo Murad está superado, ou seja, o ex-secretário não deverá mesmo continuar no partido; parlamentar pontuou que a atuação da bancada do partido na Assembleia Legislativa seguirá como uma oposição mais branda, em contraste ao discurso da deputada Andrea Murad, que atua como oposição mais "radical"

Ao falar sobre o futuro da legenda, o presidente municipal do PMDB, deputado Roberto Costa (PMDB), afirmou que o assunto Ricardo Murad está superado, ou seja, o ex-secretário não deverá mesmo continuar no partido; parlamentar pontuou que a atuação da bancada do partido na Assembleia Legislativa seguirá como uma oposição mais branda, em contraste ao discurso da deputada Andrea Murad, que atua como oposição mais "radical"
Ao falar sobre o futuro da legenda, o presidente municipal do PMDB, deputado Roberto Costa (PMDB), afirmou que o assunto Ricardo Murad está superado, ou seja, o ex-secretário não deverá mesmo continuar no partido; parlamentar pontuou que a atuação da bancada do partido na Assembleia Legislativa seguirá como uma oposição mais branda, em contraste ao discurso da deputada Andrea Murad, que atua como oposição mais "radical" (Foto: Leonardo Lucena)

Blogs Marrapá e do Clodoaldo Corrêa - Em entrevista exclusiva aos Blogs Marrapá e Clodoaldo Corrêa, o presidente municipal do PMDB, deputado estadual Roberto Costa (PMDB), falou sobre o futuro da legenda que, nos últimos 30 anos, governou o Maranhão por 17 e passou mais seis anos como aliado principal do governo. Hoje, na oposição, a sigla junta os cacos para se reerguer já nas eleições municipais de 2016.

E é neste contexto, que a direção da legenda em São Luís busca um caminho. Para o dirigente peemedebista, o melhor é a candidatura de Roseana Sarney à prefeitura da capital.

Segundo Roberto Costa, o assunto Ricardo Murad está superado, ou seja, o ex-secretário não deverá mesmo continuar na legenda. O parlamentar pontuou que a atuação da bancada do partido na Assembleia Legislativa seguirá como uma oposição mais branda, em contraste ao discurso da deputada Andrea Murad, que atua como oposição mais "radical".

Costa elogiou a parceria entre o Governo do Estado e a Prefeitura de São Luís e garantiu que se não for possível a candidatura de Roseana, a legenda está aberta a dialogar com todos os pré-candidatos.

Sobre o seu futuro político para as eleições municipais, Roberto deixou a definição para setembro, quando escolhe se continua como presidente do PMDB de São Luís ou muda o domicílio eleitoral para Bacabal para concorrer à prefeitura do município.

Muito se fala em crise no PMDB, diferença de posições entre os deputados e brigas por comando. Como está o posicionamento hoje do partido?

As discussões que acontecem no PMDB eu vejo com naturalidade. É um embate de ideias. Nós sabemos que um partido como o PMDB que, historicamente tem a presença de várias cabeças pensantes, sempre teve divergência. Aqui no Maranhão, após as eleições, houve essa discussão sobre o comportamento do partido no cenário estadual. Claro que existem deputados e lideranças que pensam diferentes de forma diferente umas das outras. Mas temos uma certeza: mantemos a coerência política. Eu faço parte do PMDB desde a minha formação política, fui presidente da Juventude, do diretório municipal, estadual, fiz minha história dentro do PMDB. Por isso, fico tranquilo em falar em nome do partido, que tem crescido dentro do Maranhão. Existe alguma saída, o que é natural em todo o partido que perde o governo. Isso é histórico e não acontece só no Maranhão. Aqui na Assembleia, o meu posicionamento é o mesmo da maioria dos deputados. O deputado Max Barros e a deputada Nina Melo tem o mesmo pensamento. Eu respeito a posição da deputada Andrea Murad de radicalizar em algum discurso, o que é um direito dela. Mas a minha posição é muito coerente com a dos meus companheiros de partido.

A deputada Andrea Murad e o ex-secretário de saúde, Ricardo Murad, têm criticado muito o fato do senhor não assumir a posição mais ferrenha de oposição ao governo. Por que o senhor resolveu adotar esta postura mais branda?

Primeiro que eu sigo a orientação e tenho conversado muito com os outros companheiros nossos aqui no Legislativo. A posição que nós tomamos foi de fazer uma oposição com responsabilidade. O que é oposição com responsabilidade? Levantamos contra a questão do reajuste da Polícia Militar. Para nós, o que o governo estava apresentando não era o que a categoria esperava. O que nós queremos é o entendimento. O governo acerta em vários pontos e erra em outros. Agora, não é preciso demonstrar os erros com radicalidade. Tratamos de forma tranquila. Inclusive conversando com os líderes governistas: Rogério Cafeteira, Eduardo Braide, Marco Aurélio e o próprio presidente Humberto Coutinho. Eles têm sido vozes abertas ao diálogo. Então, o que for de interesse da população, vamos aprovar. O que não for, vamos demonstrar, mas não é necessário usar da radicalidade. Eu respeito quem usa, pois é um direito de cada deputado agir da forma que acha que deve se posicionar. Agora, temos experiência de alguns mandatos e nos faz refletir para termos uma posição que não nos faça perder o respeito pelas autoridades. Nosso compromisso continua com o povo do Maranhão.

O partido realizou há pouco mais de uma semana reunião com a presença da ex-governadora Roseana Sarney. Após esta reunião, quais as diretrizes do PMDB para a eleição de 2016?

A reunião ratificou o que já estava estabelecido. O comando do partido continuará com o Senador João Alberto, que tem as condições políticas e eleitorais. Não se faz um favor em dar a direção do partido ao Senador João Alberto. Isto foi conquistado. Hoje, ele fortalece a estrutura do partido em todos os municípios. E a governadora Roseana entendeu que ele está muito bem na direção do partido e continuará. No âmbito municipal, eu continuo como presidente. Na eleição de agosto do diretório municipal serei novamente candidato à reeleição. Com relação à eleição de 2016, eu defendo e acho que a melhor candidatura que teríamos é da governadora Roseana para termos competitividade. Pelas obras que ela fez dentro da cidade. Mas é uma discussão mais pra frente. A própria governadora não quis assumir esta candidatura agora e disse que devemos avaliar junto com os outros aliados a melhor candidatura com competitividade. Caso não seja possível, vamos avaliar uma composição. A conjuntura política é que dirá a qual candidatura o PMDB poderá se atrelar.

A imprensa divulgou que na mesma reunião, a ex-governadora Roseana Sarney teria “escanteado” tanto o suplente de senador Edinho Lobão como o ex-secretário Ricardo Murad. Houve este direcionamento e qual o espaço destas figuras hoje no partido?

O senador lobão Filho é uma liderança que merece todo nosso respeito. Na eleição passada ele assumiu uma missão de extrema dificuldade inclusive com sua saúde e ele teve a coragem de assumir a responsabilidade naquele momento que precisávamos e ele fez um papel formidável. Ele teve uma votação estrondosa pra quem começou como ele começou. Ele deu vida naquele momento ao nosso grupo político. A questão do deputado Ricardo Murad pra mim está superada. Não vejo mais o deputado como problema dentro do partido. As acomodações vão acontecer a partir de agora de forma muito natural, com a decisão do senador João Aberto à frente do diretório estadual e a nossa continuidade no diretório municipal. Hoje defendemos a candidatura da governadora Roseana. Se não for possível, vamos buscar um aliado que represente acima de tudo um projeto que atenda os anseios da população de São Luís. 

Deputado, o senhor deixou bem claro que defende a candidatura de Roseana Sarney a prefeita de São Luís. Mas, com o nome da ex-governadora relacionado à Operação Lava Jato, o senhor acredita que ela terá condições de concorrer em 2016?

Eu tenho plena confiança na governadora Roseana. Acredito que no fechamento das investigações o nome da governadora não constará em qualquer inquérito formado em função da conclusão do trabalho de investigação. Tenho convicção que a governadora não tem nada a ver com esta situação da Lava Jato.

Caso o projeto Roseana candidata não se concretize, existem hoje duas pré-candidaturas que polarizam o debate: a do prefeito Edivaldo e da deputada Eliziane Gama. Qual destas o senhor acredita que tem maior possibilidade de aliança com o PMDB?

A primeira preocupação é a busca de candidatura própria. Isto representa o sentimento maior do PMDB. Temos que buscar candidatura com viabilidade. Se não encontrarmos, vamos fazer uma composição como fizemos em outras eleições. Eu não faço veto a nenhuma candidatura. A deputada Eliziane foi companheira na Assembleia. Tem uma história que a credencia a disputar o pleito em São Luís. O prefeito Edivaldo começou a dar passos importantes com o apoio do governador Flávio Dino e tem condições de melhorar a administração na infraestrutura da cidade. Mas nossa discussão, trataremos a partir do ano que vem. Primeiro é buscar a viabilidade. Depois, não havendo, buscar um caminho dentro de um projeto que melhore a vida da população.

O senhor falou da melhora da prefeitura com o apoio do governo do estado. Não faltou ao prefeito Edivaldo este apoio nos dois primeiros anos de mandato?

Eu participei diretamente do governo passado e acredito que as posições políticas assumidas naquele momento fizeram com que não se chegasse a um projeto concreto para as parcerias. O governo fez obras importantes em São Luís. Mesmo sem serem parceria, fez diretamente. Fez a Via Expressa, a IV Centenário e obras de asfaltamento em vários bairros. Agora, acontece que hoje o prefeito e o governador têm a mesma linha política. Assim, ao invés de fazer diretamente como nós fazíamos, o governador está passando ao prefeito o direito de executar. Mas o apoio da governadora para a cidade de São Luís sempre aconteceu. Só que o governador Flávio Dino resolveu estender a mão ao prefeito e dar condições para que ele tenha condições de recuperar as vias que é fundamental para a melhoria da imagem do prefeito junto à população.

Deputado, o senhor foi por muitos anos um deputado governista. Como está hoje a sua relação e a do partido com o governo?

Nós somos oposição. Quem quis nos colocar na oposição foi a população, que elegeu o governador Flávio Dino e nos elegeu para ser oposição. Agora, entendemos o momento político que o Estado passa. Temos discutido vários pontos que criticamos o governo Flávio Dino. Existem setores elogiáveis e existem pontos críticos, como o da segurança, que precisa de uma reposta mais rápida. O governador está fazendo algumas ações e precisamos saber se ao final do processo vai dar a tranquilidade à população. E nós criticamos de uma tranquila e equilibrada. Não vamos desrespeitar a autoridade pública. O que acharmos que é importante vamos continuar aprovando, independente de patrulhamento. Eu não me sigo em relação a patrulhamento. Sou muito transparente e converso abertamente dentro do partido.

Seu nome também é ventilado como possível candidato a prefeito de São Luís e de Bacabal. Inclusive o senhor tem feito muitos discursos sobre Bacabal. Qual é o seu destino para 2016?

Eu fui o deputado mais votado de Bacabal e tenho muito carinho pela cidade e com a população. Em São Luís, também meu nome tem sido colocado pelo partido para ficar à disposição caso a governadora não seja candidata. Esta decisão, só tomaremos no final de setembro. Nossa preocupação neste momento é continuar trabalhando aqui na Assembleia em prol da população do Maranhão. Buscar benefícios para Bacabal, que precisa do apoio do governo. Estamos cobrando do governador Flávio Dino ações importantes para aquela população. Até porque o governador teve uma votação estrondosa de mais de 70% dos bacabalenses e Bacabal espera muito dele. É um dos pontos que temos cobrado. Em São Luís, aprovamos a parceria porque temos compromisso com a cidade e o governo precisa corresponder às expectativas. Vamos decidir em setembro em conversa com os companheiros, embora eu tenha um carinho muito grande tanto por São Luís quanto por Bacabal.




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