Rui Costa teme colapso nas próximas semanas: “ritmo de infecção está muito acelerado”

“Mesmo abrindo novos leitos, não resolverá o problema. Nós podemos chegar nas próximas semanas a uma situação que nós não vivemos em junho e julho, no pico da pandemia”, admitiu o governador à TV 247. Assista

Rui Costa
Rui Costa (Foto: Divulgação)
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247 - Em debate na TV 247, o governador da Bahia, Rui Costa (PT), expressou sua preocupação com o recrudescimento da pandemia de Covid-19 no estado e em todo Brasil.

De acordo com o gestor, a Bahia não tem mais equipes médicas disponíveis para atender novos leitos de Covid-19 que porventura sejam criados pelo governo. Rui Costa alertou que nem mesmo recursos financeiros são capazes de suprir tal necessidade. “Estou muito preocupado. Não basta apenas ter dinheiro. Nem que nós tivéssemos todo o dinheiro do mundo, não seria possível montar ao infinito leitos suficientes. O primeiro limitador não é a falta de recursos, nós não temos médicos, equipes suficientes para colocar em novos leitos de UTI. Não temos médicos intensivistas capazes de atender os pacientes. Os recursos são muito limitados, principalmente recursos de equipe médica”.

O governador reconheceu a possibilidade de o estado alcançar marcas ainda mais assustadoras do que as observadas no meio do ano passado, período considerado o mais intenso da pandemia até aqui. “Mesmo abrindo novos leitos, não resolverá o problema. Nós podemos chegar, quem sabe, nas próximas semanas a uma situação que nós não vivemos em junho e julho, no pico da pandemia”.

O petista ainda demonstrou preocupação acerca da possível impossibilidade de baianos contaminados pelo coronavírus terem atendimento médico caso o número de infectados continue crescendo. “Graças a Deus eu posso afirmar: não faltou leito nem no momento crítico para nenhum paciente na Bahia, mas estou com receio das próximas semanas. Desta vez, o ritmo está muito acelerado, e diferente do início da contaminação, quando só depois de cinco meses todos os municípios da Bahia foram contaminados, hoje temos contaminação em todos, e ao crescer, cresce tudo de uma vez”.

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