Tasso Jereissati, ex-presidente do PSDB, declara apoio a Lula

“Minha posição é Lula. O que está em jogo para nós é a democracia", afirmou o senador cearense

www.brasil247.com - Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Tasso Jereissati
Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Tasso Jereissati (Foto: Ricardo Stuckert)


247 - O senador Tasso Jereissati (CE), ex-presidente nacional do PSDB, declarou apoio ao candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Minha posição é Lula. Evidente que o partido tem que responder alguns pontos com a equipe dele, mas o que está em jogo para nós é a democracia e a democracia acima disso tudo. E esperando que Lula se comprometa com um governo de pacificação”, disse Tasso ao jornal O Estado de S. Paulo

Lula já tem o apoio de outros integrantes da velha guarda do PSDB, como o ex-chanceler Aloysio Nunes e presidente de ex-ministros de Fernando Henrique Cardoso, como José Gregori (Justiça).

O PSDB vai se reunir amanhã, 4, para decidir a posição na disputa entre Lula e Bolsonaro. Tasso afirmou que espera que o partido apoie o petista formalmente, mas não descarta a possibilidade de uma neutralidade. 

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:


Leia também matéria da Reuters sobre o assunto: 

SÃO PAULO (Reuters) - Um dia depois de enfrentar um resultado na urna pior do que o esperado, a campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começa a debater apoios para o segundo turno, e deve procurar em breve, formalmente, o PDT de Ciro Gomes e o MDB de Simone Tebet.

Depois de se reaproximar de Lula na reta final da campanha eleitoral, a ex-ministra Marina Silva (Rede) disse nesta segunda-feira estar disposta a fazer contato com Ciro, se for necessário, na busca pelo apoio do quarto colocado no primeiro turno da disputa presidencial.

“Ciro é uma liderança política importante na história do Brasil. Vamos precisar de todo mundo e ele sabe disso. Ele tem um legado no campo da democracia. Devemos ter diálogo respeitoso com Ciro e Simone”, disse Marina, acrescentando que a união dos opositores nesse momento é um “ato de legitima defesa”.

“Todos os democratas devem estar juntos. Há uma responsabilidade de todos do campo democrático que participaram das eleições em não deixar o Brasil ir para o precipício. Precisamos ter humildade e fazer esse diálogo no sentido de pedir ajuda”, defendeu Marina.

O PT já iniciou conversas “laterais” com o MDB, aproveitando a ponte feita com parte do partido que já apoiou Lula no primeiro turno.

Em seu discurso na noite de domingo, em que admitiu a derrota, Simone Tebet afirmou que “tem lado” e insinuou sua intenção de apoiar Lula no segundo turno, mas deu o prazo até terça-feira para que os partidos da sua coligação --PSDB, Cidadania e Podemos-- debatessem uma posição.

Já com Ciro ainda não foi aberto diálogo, mas membros da campanha de Lula defendem que as conversas devem envolver não apenas o PDT, mas o próprio Ciro, pessoalmente.

“Acho que devemos buscar o apoio do PDT e do Ciro. Da Simone e dos partidos que estão com ela. Seria um erro de concepção de democracia não buscar o voto deles”, disse o ex-ministro Luiz Dulci, um dos membros do conselho político da campanha petista.

Dulci acrescentou que, na sua opinião, o PT deve buscar também Soraya Thronicke e o União Brasil. A senadora, que se elegeu em 2018 em uma plataforma de apoio a Bolsonaro, rompeu com o presidente durante a pandemia de Covid-19.

“Vamos buscar o apoio de todo mundo. É um dever, uma obrigação. É o destino da democracia que está em jogo”, defendeu Dulci.

Na avaliação do cientista político e diretor da Vector Relações Governamentais, Leonardo Barreto, Lula deve conquistar o apoio de Tebet, mas não diretamente o de Ciro, que adotou retórica agressiva contra o petista na reta final da campanha.

"Simone deve ir com Lula. O Ciro deve se abster. Acho que ele vai se aposentar, e aí tem que olhar para o Lupi, o que ele pensa", afirmou Barreto, referindo-se ao presidente nacional do PDT, Carlos Lupi.

Na tarde desta segunda, o PT reuniu todo o conselho político da campanha --que inclui representantes de todos os partidos aliados-- para analisar os resultados do primeiro turno e preparar as próximas semanas de uma campanha de segundo turno que promete ser pesada.

De acordo com Dulci, um dos pontos que devem ser analisados é onde o partido poderia ter tido um resultado melhor, como no Estado de São Paulo e em Minas Gerais, e o que deve ser feito agora.

.

O conhecimento liberta. Quero ser membro. Siga-nos no Telegram.

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Apoie o 247

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

Cortes 247

WhatsApp Facebook Twitter Email