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TRE-PE suspende pesquisa que apontava empate entre João Campos e Raquel Lyra por irregularidades

Decisão do TRE-PE atende ação do MDB e manda retirar levantamento que apontava empate entre Raquel Lyra e João Campos por indícios de irregularidades

João Campos e Raquel Lyra (Foto: Divulgação )

247 - A Justiça Eleitoral de Pernambuco determinou a suspensão imediata da divulgação de uma pesquisa de intenção de voto realizada pelo Instituto Veritá, que indicava empate técnico entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB). A decisão foi tomada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) após ação movida pelo Diretório Estadual do MDB.

Segundo informações do próprio processo, o MDB de Pernambuco questionou a regularidade do levantamento registrado sob o número PE-02184/2026. A legenda, que integra o campo político de apoio a João Campos, apontou uma série de inconsistências na metodologia utilizada pelo Instituto Veritá.

O relator do caso, o desembargador Fernando Braga Damasceno, acolheu os argumentos apresentados e determinou não apenas a suspensão da divulgação da pesquisa, como também a retirada de todo o conteúdo já publicado em veículos de comunicação sob responsabilidade do instituto. O prazo estabelecido para cumprimento da decisão é de 24 horas, sob pena de multa diária de R$ 10 mil.

Na representação, o MDB-PE destacou falhas consideradas relevantes, incluindo problemas no plano amostral, ausência de informações obrigatórias, inconsistências estatísticas e lacunas na descrição metodológica. Ao analisar o caso, o magistrado entendeu que há indícios de comprometimento da confiabilidade dos dados apresentados, além do risco de influência indevida sobre o eleitorado.

Para o presidente estadual do MDB, Raul Henry, a decisão do TRE-PE reforça a necessidade de rigor na divulgação de pesquisas eleitorais. “Não se pode normalizar a divulgação de pesquisas com fragilidades técnicas que possam distorcer o cenário político. O MDB atuou com firmeza para proteger o eleitor e garantir que o debate público se baseie em informações confiáveis. Pernambuco precisa de um processo eleitoral transparente e à altura do que a população espera”, afirmou.

A decisão ainda cabe recurso, mas permanece válida até eventual nova deliberação da Justiça Eleitoral.