“Um revolucionário da alegria”, diz Flávio Dino sobre Joãosinho Trinta

Após homenagear o carnavalesco Joãosinho Trinta dando o nome de uma  praça em São Luís, o governador Flávio Dino (PCdoB) afirmou que foi feita uma justa homenagem ao carnavalesco maranhense que figura até hoje nacionalmente como um dos maiores entre os de seu ofício; para Dino, “João Clemente Jorge Trinta cravou definitivamente seu nome na história da cultura brasileira em 1989 com o desfile da Beija Flor. O samba-enredo era “Ratos e Urubus, rasguem minha fantasia” e falava dos pobres que encontravam no Carnaval um dia de alegria”

Após homenagear o carnavalesco Joãosinho Trinta dando o nome de uma  praça em São Luís, o governador Flávio Dino (PCdoB) afirmou que foi feita uma justa homenagem ao carnavalesco maranhense que figura até hoje nacionalmente como um dos maiores entre os de seu ofício; para Dino, “João Clemente Jorge Trinta cravou definitivamente seu nome na história da cultura brasileira em 1989 com o desfile da Beija Flor. O samba-enredo era “Ratos e Urubus, rasguem minha fantasia” e falava dos pobres que encontravam no Carnaval um dia de alegria”
Após homenagear o carnavalesco Joãosinho Trinta dando o nome de uma  praça em São Luís, o governador Flávio Dino (PCdoB) afirmou que foi feita uma justa homenagem ao carnavalesco maranhense que figura até hoje nacionalmente como um dos maiores entre os de seu ofício; para Dino, “João Clemente Jorge Trinta cravou definitivamente seu nome na história da cultura brasileira em 1989 com o desfile da Beija Flor. O samba-enredo era “Ratos e Urubus, rasguem minha fantasia” e falava dos pobres que encontravam no Carnaval um dia de alegria” (Foto: Voney Malta)

Maranhão 247 - Após homenagear o carnavalesco Joãosinho Trinta dando o nome de uma  praça em São Luís, o governador Flávio Dino (PCdoB) afirmou  que foi feita uma justa homenagem ao carnavalesco maranhense que figura até hoje nacionalmente como um dos maiores entre os de seu ofício. Para Dino, “João Clemente Jorge Trinta cravou definitivamente seu nome na história da cultura brasileira em 1989 com o desfile da Beija Flor. O samba-enredo era “Ratos e Urubus, rasguem minha fantasia” e falava dos pobres que encontravam no Carnaval um dia de alegria.

O governador também afirmou que no fim dos anos 1980, o Brasil estava tomado pela tristeza de um governo que não havia sido eleito e que, perdido nos jogos de bastidor para se manter no poder, deixava a economia afundar em crise. Era o tempo da hiperinflação, fruto de um governante cuja visão oligárquica atrasada era evidentemente insuficiente para dirigir os destinos da “Nova República”.

E foi naquele cenário, segundo Dino, que "o carnavalesco maranhense colocou em cadeia nacional a pobreza que o Brasil oficial de então tentava esconder. Ao montar o desfile com mendigos, Joãosinho cantava um Brasil que também precisava entrar na passarela e mostrar a sua cara. Estava ali a síntese do que ele depois veio a teorizar como a “Revolução da Alegria”: inspirar-se na energia carnavalesca para mudar o Brasil o ano inteiro. “Se esse povo consegue fazer esse espetáculo de alegria, pode fazer tudo”, defendia.

Leia abaixo na íntegra o artigo do governador Flávio Dino publicado no Portal Vermelho:

Flávio Dino: Joãosinho Trinta, um revolucionário da alegria

Inaugurei ontem mais um espaço de convívio comunitário em nosso Estado. A Praça Joãosinho Trinta, ao lado da antiga RFFSA, é mais uma requalificação do espaço público em nossa capital. É também uma justa homenagem ao carnavalesco maranhense que figura até hoje nacionalmente como um dos maiores entre os de seu ofício. A praça, com uma efígie do artista, virou ponto de parada obrigatória no Circuito da Beira-Mar, que estreamos ano passado e que se consolida no Carnaval deste ano.

João Clemente Jorge Trinta cravou definitivamente seu nome na história da cultura brasileira em 1989 com o desfile da Beija Flor. O samba-enredo era “Ratos e Urubus, rasguem minha fantasia” e falava dos pobres que encontravam no Carnaval um dia de alegria. Para ilustrar o enredo, Joãosinho foi literal. Fantasiou seus passistas, anônimos ou celebridades, de mendigos. Considerado até hoje um marco na história do Carnaval, o desfile impactou a nação.

Naquele fim dos anos 1980, o Brasil estava tomado pela tristeza de um governo que não havia sido eleito e que, perdido nos jogos de bastidor para se manter no poder, deixava a economia afundar em crise. Era o tempo da hiperinflação, fruto de um governante cuja visão oligárquica atrasada era evidentemente insuficiente para dirigir os destinos da “Nova República”.

Neste cenário, o carnavalesco maranhense colocou em cadeia nacional a pobreza que o Brasil oficial de então tentava esconder. Ao montar o desfile com mendigos, Joãosinho cantava um Brasil que também precisava entrar na passarela e mostrar a sua cara. Estava ali a síntese do que ele depois veio a teorizar como a “Revolução da Alegria”: inspirar-se na energia carnavalesca para mudar o Brasil o ano inteiro. “Se esse povo consegue fazer esse espetáculo de alegria, pode fazer tudo”, defendia.

Nesses 30 anos que vivemos desde então, a luta principal dos que acreditam na possibilidade de transformação de nosso país é justamente essa. Mover-nos a partir da alegria que inspira nosso povo, no carnaval e outras festas populares, para trabalhar por vida digna a todos.

Aqui no Maranhão, essa tem sido minha rotina de luta nos três primeiros anos de governo. Todos os dias, vejo e ouço, andando pelas ruas, relatos de pessoas que tiveram a vida mudada por uma ação do governo. É o caso de Gabriel, um garoto de 10 anos que conheci esta semana, na Vila Luizão. Ele é um dos milhares de usuários do programa Travessia, que criamos e que atende gratuitamente pessoas com deficiência em varias regiões no Maranhão. Foi emocionante e inspirador ver a alegria com que ele encara a vida. Mesma energia genuína e esperançosa que vi no povo reunido neste período carnavalesco.

Em um texto que escreveu em 1989 para explicar seu desfile histórico, Joãosinho prognosticou: o país só poderia se libertar por meio da “grande energia do nosso povo, quando ele tiver consciência de sua força e de seu valor”. Que Joãosinho siga nos inspirando na passarela da vida. E sigamos desafiando com nossa alegria os que querem a volta da tristeza de todos para manter os privilégios de poucos 

 *Flávio Dino é governador do Maranhão.

Fonte: Agência de Notícias do Maranhão

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