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Acusados de ataques no Alemão continuam presos

Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), aceitou pedido do MP-RJ e manteve a prisão preventiva de 25 acusados de associação criminosa e tráfico de drogas no Complexo do Alemão, zona norte do Rio; presos no dia 18 de setembro, durante a Operação Urano, eles conseguiram alvará de soltura, em pedido de habeas corpus concedido pelo desembargador Fernando Antônio de Almeida do TJRJ; a soltura não foi efetivada, porém, por causa da decisão posterior da juíza

RIO DE JANEIRO, RJ - 27.03.2012: OPERAÇÃO/COMPLEXO ALEMÃO/RJ - Policiais do Bope (Batalhão de Opeções Especiais) e do Batalhão de Choque realizam uma operação no Complexo do Alemão, na zona norte da cidade, para implantação de uma UPP (Unidade de Polícia (Foto: Leonardo Lucena)

Cristina Indio do Brasil - Repórter da Agência Brasil

A juíza Marcela Assad Caram, da 25ª Vara Criminal da Capital, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), aceitou pedido do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) e manteve a prisão preventiva de 25 acusados de associação criminosa e tráfico de drogas no Complexo do Alemão, zona norte do Rio. Presos no dia 18 de setembro, durante a Operação Urano, eles conseguiram alvará de soltura, na última terça-feira (4), em pedido de habeas corpus concedido pelo desembargador Fernando Antônio de Almeida, da 6ª Câmara Criminal do TJRJ. A soltura não foi efetivada, porém, por causa da decisão posterior da juíza.

Na decisão, a juíza entendeu que os réus oferecem risco à ordem pública e à instrução criminal. Se soltos, poderiam ameaçar testemunhas ou até mesmo fugir. Marcela Assad Caram destacou que a denúncia foi baseada em trabalho investigativo, do Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado do MP-RJ e da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que incluiu escutas telefônicas com autorização judicial e mandados de busca e apreensão. Trabalho que possibilitou a coleta de indícios suficientes de autoria dos crimes pelos réus. Para a juíza, a decisão dela não afronta a anterior.

"Como bem esclarecido pelo Ministério Público, entendo que a presente decisão não afronta aquela proferida nos autos do habeas corpus mencionado, vez que essa última cingiu-se a anular a decisão anterior, devolvendo, assim, no meu entender, a apreciação da matéria à inferior instância, razão pela qual deixo de expedir os alvarás de soltura ali determinados", explicou.

Os 25 presos são acusados de envolvimento em ataque à Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Alemão, no incêndio de veículos próximo à unidade e em diversos confrontos envolvendo traficantes e policiais militares.