Alerj aprova projeto e servidores do Rio vão pagar mais à Previdência

Sob intenso protestos dos servidores públicos estaduais, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, por 39 a 26 votos, o projeto de lei que aumenta a contribuição previdenciária de 11% para 14% para os servidores ativos e inativos, além dos pensionistas; com receio de confusão durante o protesto, a Casa foi cercada por 500 agentes da Polícia Militar e da Força Nacional; no momento em que o projeto recebeu votos suficientes, por volta das 15h45, os manifestantes tentaram invadir a Alerj, e os policiais revidaram com bombas de efeito moral

Sob intenso protestos dos servidores públicos estaduais, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, por 39 a 26 votos, o projeto de lei que aumenta a contribuição previdenciária de 11% para 14% para os servidores ativos e inativos, além dos pensionistas; com receio de confusão durante o protesto, a Casa foi cercada por 500 agentes da Polícia Militar e da Força Nacional; no momento em que o projeto recebeu votos suficientes, por volta das 15h45, os manifestantes tentaram invadir a Alerj, e os policiais revidaram com bombas de efeito moral
Sob intenso protestos dos servidores públicos estaduais, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, por 39 a 26 votos, o projeto de lei que aumenta a contribuição previdenciária de 11% para 14% para os servidores ativos e inativos, além dos pensionistas; com receio de confusão durante o protesto, a Casa foi cercada por 500 agentes da Polícia Militar e da Força Nacional; no momento em que o projeto recebeu votos suficientes, por volta das 15h45, os manifestantes tentaram invadir a Alerj, e os policiais revidaram com bombas de efeito moral (Foto: Aquiles Lins)

Jornal do Brasil - Na tarde desta quarta-feira (24), sob intenso protestos dos servidores públicos estaduais, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, por 39 a 26 votos, o projeto de lei que aumenta a contribuição previdenciária de 11% para 14% para os servidores ativos e inativos, além dos pensionistas.

Com receio de confusão durante o protesto, a Casa foi cercada por 500 agentes da Polícia Militar e da Força Nacional. No momento em que o projeto recebeu votos suficientes, por volta das 15h45, os manifestantes tentaram invadir a Alerj, e os policiais revidaram com bombas de efeito moral. De acordo com uma publicação no Twitter oficial da PMERJ, entre os manifestantes havia a presença de blackblocks.

O VLT informou que, por questão de segurança, devido à manifestação na Alerj, a operação da linha 2 foi paralisada temporariamente. Devido às bombas, o cheiro de gás invadiu a Assembleia e os funcionários foram dispensados. Um carro oficial da Alerj foi depredado.

O projeto faz parte do pacote de austeridade de autoria do governo do Rio de Janeiro e foi apresentado em 2016, com a justificativa de tentar conter a crise financeira do estado. Na última semana, o texto foi encaminhado ao plenário da Casa e recebeu 38 emendas. Na última terça-feira (23), o governo conseguiu aprovar a prorrogação do estado de calamidade até o fim de 2018.

O manifestante André Rosa, membro da Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro (Seap-RJ) lembrou que o próprio Ministério Público afirmou que a crise das contas do estado do Rio se deve aos crimes de corrupção. "Cabral já foi denunciado quase que pela décima vez. Colocou uma pontinha pra roubar em cada secretaria do estado do Rio de Janeiro. Os servidores e a população não podem pagar por esse rombo. Pois na hora em que eles não conseguirem tirar do servidor eles vão aumentar impostos, então é necessário o povo na rua lutando contra isso", afirmou.

"Estamos aqui batalhando desde o começo da semana pressionar os deputados. Hoje é muito importante. O que está em jogo não é só os 14%, e sim nossas vidas. Nós professores estaduais estamos sem aumento salarial desde 2014. Além desses 14% vamos ficar sem aumento salarial até 2020, salvo engano, com o acordo feito entre Pezão e o Temer. Viemos garantir nossa sobrevivência", disse o Rafael Mota, membro da direção do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro (Sepe-RJ).

"Como professor, é muito triste vermos nossas escolas sucateadas, sem professores. O governo não quer abrir concurso e nem pagar hora extra. A gente fica triste, pois vemos a vida dos nossos alunos. Se não agirmos agora daqui a 10, 20 anos, eles vão perder a oportunidade de ter uma condição melhor de vida a partir da educação", complementou.

O presidente interino da Casa, André Ceciliano (PT), disse na terça-feira (23) que os protestos fazem parte da democracia.

"É direito fazer o movimento. Vai ter [manifestação], mas não será tão radical [como no ano passado]. Mesmo os servidores que estavam contra [o aumento] no início, já absorveram a questão", disse o deputado.

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