Alerj vai financiar contratação de 1.000 leitos de UTI em hospitais particulares

A iniciativa será implantada em parceria com a Secretária de Saúde do Estado, que vai realizar oferta pública aos hospitais da rede privada que disponham de vagas. Anúncio será feito pelo presidente da Alerj, André Ceciliano (PT)

André Ceciliano
André Ceciliano (Foto: Rayza Hanna/Alerj)
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247 - O presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), André Ceciliano (PT-RJ), vai anunciar nos próximos dias que a Casa legislativa irá financiar a contratação emergencial de 1000 leitos de UTI em hospitais particulares.

A iniciativa será implantada em parceria com a Secretária de Saúde do Estado, que vai realizar oferta pública aos hospitais da rede privada que disponham de vagas. Atualmente há cerca de 1000 pacientes à espera de leitos em hospitais da rede pública.

Em média, os leitos em UTIs particulares custam entre R$ 3 mil a R$ 3,5 mil. O valor máximo pago pelo SUS é de R$ 1,6 mil. A diferença  –algo entre R$ 1,4 mil e R$ 1,9 mil – será paga pela Alerj. 

O deputado André Ceciliano já indicou para que a Procuradoria da Casa dê início à modelagem legal da medida. O presidente da Assembleia quer também o aval do TCE (Tribunal de Contas do Estado) e do Ministério Público. 

Ainda hoje, os hospitais particulares devem responder à consulta da Secretaria de Saúde sobre a disponibilidade de leitos e a planilha aberta de preços praticados. O valor a ser pago será definido em negociação com participação do MP e do TCE, além da CIB (Comissão Intergestores Bipartite - estado-prefeituras), que regula as relações entre governo e municípios no âmbito do SUS.

A medida acontece em meio à explosão de casos de infecção por coronavírus e das enormes dificuldades financeiras do governo do Estado e das prefeituras. Com mais de 17 mil casos confirmados e mais de 1,7 mil mortes, o Rio de Janeiro já registra um número maior de óbitos por Covid-19 do que São Paulo, o epicentro da pandemia no Brasil. 

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