Após a morte de Ágatha, PMs invadiram hospital para pegar o projétil que a matou

De acordo com relato de integrantes da equipe de médicos e de enfermeiros de plantão do hospital onde foi socorrida a menida Ágatha Felix, policiais militares invadiram o hospital e tentaram levar o projétil que a matara a menina

Agatha, vítima de Witzel
Agatha, vítima de Witzel (Foto: Reprodução)
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247 - Pouco depois da morte da menina Ágatha Vitória Félix, entre dez e vinte policiais militares invadiram o hospital em que ela tinha sido internada e tentaram levar o projétil que a matara.

De acordo com reportagem da revista Veja, a informação foi relatada por integrantes da equipe de médicos e de enfermeiros de plantão a policiais civis. Eles se recusaram a entregar a bala, que posteriormente, seria encaminhada para a Polícia Civil, responsável pelas investigações. 

A perícia feita na bala concluiu que não será possível compará-la com as armas dos PMs que estavam na favela – foi encontrado apenas um fragmento deformado do projétil.

Agora, a Delegacia de Homicídios tenta convencer integrantes da equipe médica a prestar depoimento sobre a invasão. Profissionais que relataram o fato a policiais civis temem represálias. Os investigadores não conseguiram imagens da ida dos policiais ao hospital.

A informação reforça a versão relatada pela mãed da menina e por testemunhas que estavam no local que disseram a polícia que o tiro que atingiu Ágatha foi disparado por um PM, que tentara acertar um motociclista que passava pelo local. 

A versão dos policiais militares envolvidos no caso é de que revidaram a disparos. Mas de acordo com as testemunhas, não havia troca de tiros na localidade da Fazendinha, no complexo do Alemão, no momento em que a menina foi atingida.

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