Após calote, advogados abandonam Cabral

Após calote milionário, os advogados do ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB) abandonaram a defesa dele, acusado de receber propina; a defesa comunicou a decisão no Paraná, onde os advogados acompanhavam as investigações contra Cabral que estão nas mãos do juiz Sergio Moro; o MPF-RJ afirmo que recuperou cerca de R$ 270 milhões da propina paga ao ex-governador no exterior, o que representa quase 80% dos cerca de R$ 340 milhões ocultados por Cabral fora do País

Rio de Janeiro - O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral é levado preso na operação Lava Jato em viatura da Polícia Federal na sede na Praça Mauá (Fernando Frazão/Agência Brasil)
Rio de Janeiro - O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral é levado preso na operação Lava Jato em viatura da Polícia Federal na sede na Praça Mauá (Fernando Frazão/Agência Brasil) (Foto: Leonardo Lucena)

Rio 247 - Após calote milionário, os advogados do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB) abandonaram a defesa dele, acusado de receber propina. A defesa comunicou a decisão no Paraná, onde os advogados acompanhavam as investigações contra Cabral que estão nas mãos do juiz Sergio Moro. A informação é do Blog Maquiavel. O Ministério Público Federal do Rio (MPF-RJ) afirmou, nesta quinta-feira (26), que recuperou cerca de R$ 270 milhões da propina paga ao ex-governador no exterior, o que representa quase 80% dos cerca de R$ 340 milhões ocultados por Cabral fora do País.

De acordo com as investigações da procuradoria, a ocultação do dinheiro era feita por operadores ligados ao empresário Eike Batista, alvo da Operação Eficiência. Em coletiva de imprensa, o coordenador da força-tarefa da Lava-Jato no Rio, o procurador Leonardo Freitas, afirmou não haver dimensão do patrimônio do ex-governador. "O patrimônio dos membros da organização criminosa comandada por Sérgio Cabral é um oceano não completamente mapeado", disse.

As investigações apontaram que um dos esquemas investigados é o pagamento de uma propina de US$ 16,5 milhões ao ex-governador pelo empresário Eike Batista e pelo vice-presidente do Flamengo, Flávio Godinho, do grupo EBX, usando a conta Golden Rock no TAG Bank, no Panamá. A propina foi paga a pedido da Cabral.

Paradar uma aparência de legalidade à negociação, foi feito um contrato de fachada para a compra de uma mina de ouro entre a empresa Centennial Asset Mining Fuind Llc, holding de Batista, e a empresa Arcadia Associados.

Eike, Godinho e Cabral também são suspeitos de terem tentado atrapalhar as investigações. 

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