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Sudeste

Ativistas e lideranças de favela fazem ato um mês após massacre de Jacarezinho

Neste domingo (6), após um mês do massacre da Polícia Civil contra moradores da comunidade Jacarezinho, Zona Norte do Rio, ativistas e lideranças de favela fizeram um ato no local cobrando respostas do estado, que colocou em sigilo por cinco anos o nome de todos os policiais envolvidos na operação na chacina

(Foto: Reprodução/Twitter)
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247 - Neste domingo (6), completa-se um mês do massacre da operação da Polícia Civil no Jacarezinho, Zona Norte do Rio, que culminou com a morte de 28 moradores e um agente policial. Em forma de protesto, ativistas, representantes da Defensoria Pública, da Ordem de Advogados do Brasil (OAB/RJ) e da Associação Brasileira de Imprensa cobram respostas do estado, em um ato realizado na quadra do “Unidos do Jacarezinho” nesta manhã.

A deputada Dani Monteiro, presidenta da comissão de direitos humanos da ALERJ, ressaltou durante o ato que os moradores da comunidade “não têm medo de seus filhos serem sequestrados, mas têm medo dos agentes do estado”. 

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De acordo com deputada, as comissões de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania e de Segurança da Alerj vão fazer um relatório sobre o caso. “A gente fez um grupo de trabalho, fazemos o atendimento às famílias. Mas também vamos acompanhar a investigação do Ministério Público”, afirmou. 

Já Cid Benjamin, membro da comissão de direitos humanos da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), disse que “não é coincidência que Bolsonaro tenha vindo aqui [na comunidade do Jacarezinho] na véspera da chacina”. 

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Segundo reportagem do O Dia, Adriana Araújo, mãe de Marlon, um dos mortos, esteve no encontro ao lado de Isabelle, que está grávida e é viúva do homem que morreu. "Essa criança aqui na barriga da mãe deveria ouvir falar bem do Estado, de um Estado que protege. Mas o que falar pra essa criança? Ela vai ser órfã de pai. O Estado matou o seu pai. O Estado não é confiável. Ele nos mata. Todo dia", desabafou Adriana.

Sigilo

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) colocou em sigilo por cinco anos o nome de todos os policiais envolvidos na operação no Jacarezinho. O Termo de Classificação de Informação diz que os dados estão em sigilo “em face da segurança e da integridade física dos policiais civis”. 

Especialistas dizem que a decisão prejudica a transparência e pode afrontar previsões da Lei de Acesso à Informação.

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A deputada estadual e Líder do PSOL na Alerj Renata Souza compartilhou um vídeo em suas redes com o título “Jacarezinho Vive”, que fala sobre os projetos que, segundo ela, “enxergam, estimulam e criam potencialidades na comunidade”.

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