Ato por um Brasil de juros baixos une patrões e empregados na Av. Paulista, em SP

Entidades patronais - Fiesp e Abima e de trabalhadores CUT, Fora Sindical e Metalrgicos do ABC - querem reduo na taxa de juros - a do Brasil das mais altas do mundo; Copom se rene hoje e amanh e taxa, que caiu meio ponto na ltima reunio,deve continuar em queda



Cerca de 200 de manifestantes ocuparam por pelo menos 15 minutos a Avenida Paulista, na região central de São Paulo, em protesto pela redução da taxa básica de juros, a Selic, que será definida em reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, realizada hoje e amanhã, para os próximos 45 dias. O ato conta com a participação de representantes de entidades como a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Força Sindical, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Os manifestantes saíram de um hotel, no qual se reuniram no bairro da Bela Vista, e seguiram pela Rua Augusta em direção à Paulista.

Eles ocuparam um grande trecho da avenida, no sentido Paraíso apenas. O trânsito na região foi completamente interrompido, pois os manifestantes ocuparam todas as faixas. Os manifestantes pretendem ainda abraçar o prédio do Banco Central em São Paulo, localizado na mesma avenida. O objetivo da manifestação, intitulada "Movimento por um Brasil com Juros Baixos: Mais Empregos e Maior Produção", é pressionar por mais uma redução nos juros. Em sua última reunião, em agosto, o Banco Central reduziu em 0,5 ponto porcentual a taxa básica de juros, de 12,5% para 12% ao ano.

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, afirmou hoje que o Comitê de Política Econômica (Copom) está certo ao reduzir a taxa básica de juros. "Continuo achando que o comportamento do Copom é correto. Continuamos tendo juros muito altos que favorecem capital especulativo, que não gera um emprego. Minha opinião é que juros mais baixos favorecem o capital produtivo", disse Lupi.

Questionado se o governo tem agido lentamente para conter a desaceleração da economia brasileira, o ministro citou o aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os automóveis importados. "O governo já está agindo setorialmente, já fez com a indústria automobilística. Agora temos que estar atentos para ver setores que estão mais afetados, como o têxtil e o calçadista, que sofrem muito com concorrência internacional" completou Lupi, ressaltando que a decisão de tomar medidas de proteção a determinados segmentos não cabe à pasta do Trabalho.

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