Atraso na segunda dose em BH é fruto da 'irresponsabilidade do Ministério da Saúde', diz Kalil

De acordo com o prefeito da capital mineira, o atraso na aplicação da segunda dose é resultado da orientação do Ministério da Saúde para que não fossem reservadas vacinas para a aplicação do reforço

Alexandre Kalil
Alexandre Kalil (Foto: Amira Hissa/PBH)
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247 - O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), afirmou nesta quinta-feira (6) que o atraso na aplicação da segunda dose de vacinas contra a Covid-19 na capital mineira é resultado da "irresponsabilidade" do Ministério da Saúde, que havia orientado gestores municipais e estaduais a aplicarem as doses disponíveis no maior número possível de pessoas, sem fazer reservas para o reforço.

"Claro que foi, claro que foi irresponsabilidade do Ministério da Saúde, que mandou um documento que nós acatamos, documento oficial do governo federal, que teríamos as doses aqui", declarou.

O prefeito disse que nos primeiros momentos não agiu conforme orientação do ministério, reservando, portanto, a segunda dose aos cidadãos. O ato, segundo Kalil, garantiu a imunização mais rápida de pessoas mais velhas. "É uma explicação muito simples, não precisa de nenhum médico dar explicação, porque ela é matemática. Nós recebemos um ofício do Ministério da Saúde, um ofício, um documento oficial do Ministério da Saúde, que todo mundo está acompanhando que vem em lotes. Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito. E agora já deve ter chegado no 9º, 10º, 11º, vem a conta gotas mas vem. Recebemos o primeiro ofício que era para aplicar tudo, recebemos uma ordem: ‘Olha, pode aplicar tudo’. Não obedecemos, guardamos uma parte".

Na sequência, disse Kalil, a prefeitura passou a adotar o que recomendava o ministério, o que resultou na falta de vacinas. O ritmo de vacinação, no entanto, segundo o prefeito, será retomado a partir de segunda-feira (10). "Recebemos um documento oficial, que o lote sete, sétimo e oitavo lotes, eram para aplicar todas as doses. Então, nós entendemos, que era um documento responsável e fizemos isso. E acredito que no início da semana que vem nós devemos estar voltando a aplicar a segunda dose, que não há problema de atraso de uma semana, de sete dias. O ideal era que o documento fosse responsável, e nós não recebemos um documento oficial responsável. É isso que ninguém fala, é isso que querem jogar nas costas, como se já tem pouca coisa para fazer, do secretário de Saúde e da Prefeitura de Belo Horizonte".

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