Bem vindo, meu bróder

O Rio, com a alegria e a receptividade das pessoas, a beleza natural as mulheres, a cordialidade, a democracia de nossas praias e ruas, é diferente

Eu não sou carioca, sou de Niterói. Pra quem não é do Rio, Niterói é uma cidade há 12 quilômetro do Rio, ligada à capital por uma ponte. Mas sempre trabalhei no Rio – capital. Então, como não-morador, mas visitante diário, tenho autoridade para falar da cidade tanto como alguém de dentro quanto como alguém de fora. Já viajei muito dentro do Brasil, e sempre de ônibus ou carro, em virtude do meu medo paralisante de avião. Por isso, porro dizer com propriedade: o Rio de Janeiro é uma cidade realmente diferente.

Em São Paulo há favelas – na periferia. E há os bairros nobres – na parte nobre da cidade. Nas outras capitais, ocorre o mesmo. No Rio de Janeiro, há periferias dentro dos bairros nobres, e os modestos moradores das favelas vão às mesmas praias que as estrelas de TV, esbarram com cantores nas ruas, encontram celebridades nas arquibancadas do Maracanã. A segregação social infelizmente existe, mas não é geográfica. E em virtude disso, a própria segregação pessoal e física é bem menor. Não estou defendendo a pobreza, só penso que é melhor ter suas feridas visíveis e tratar delas, do que cobri-las com um belo tecido e deixá-las gangrenarem longe dos nossos olhos.

E essa é só uma das características que fazem o Rio de Janeiro ser um lugar realmente diferente, bem além dos panfletos publicitários e comerciais turísticos. A alegria e a receptividade das pessoas, a beleza natural as mulheres, a cordialidade, a democracia de nossas praias e ruas. Tanto é que sempre tivemos publicações especiais, uma vez que as versões nacionais das publicações – com o perdão do pleonasmo – nacionais, não faziam justiça à Guanabara. Por isso é uma honra para nós – cariocas e fluminenses – a criação do Rio 247. O primeiro jornal para iPad do Brasil não podia remar na contramão da história e, não o fazendo, criou uma edição “maneira” e “ishperta” para a cidade maravilhosa. Seja bem vindo, “bróder”.

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