Bolsonaristas convocam revolta da vacina contra Doria para o dia 1 de novembro na Paulista

Parlamentares do PSL, como Douglas Garcia, e aliados de Jair Bolsonaro, como os irmãos Weintraub, convocam ato para daqui a 15 dias contra a obrigatoriedade da vacina em São Paulo

(Foto: Divulgação)
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247 - São Paulo terá, no dia 1 de novembro, o primeiro ato da nova “revolta da vacina”. Ela está sendo convocada por bolsonaristas, como o deputado Douglas Garcia, e os irmãos Weintraub, que se opõem à obrigatoriedade da vacina no estado de São Paulo, determinada pelo governador João Doria, do PSDB. O tucano fechou uma parceria com a Sinovac e a vacina, já testada, está sendo produzida pelo Instituto Butantan. Confira alguns tweets da convocação da revolta e reportagem sobre o boicote que será feito pelo governo Bolsonaro à vacina:

 


Da Rede Brasil Atual – O governo de Jair Bolsonaro não liberou recursos para a compra da vacina CoronaVac, desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. O imunizante está em fase 3 de testes clínicos e concluiu uma etapa com 9 mil voluntários, sem efeitos colaterais importantes, e os resultados devem ser apresentados até o fim desta semana.

De acordo com o secretário estadual da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, sem o dinheiro do governo federal, não será possível a compra de doses adicionais, além das 61 milhões já garantidas pelo governo paulista.

Em entrevista ao G1, o secretário estadual afirma que o governo federal só considera a compra da vacina da AstraZeneca, desenvolvida pela Universidade de Oxford junto com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Segundo ele, o Ministério da Saúde está ignorando um medicamento que estaria em estágio mais avançado de conclusão de testes.

“Por que que uma vacina como a CoronaVac, que está no mesmo pé da de Oxford, aliás está até mais adiantada, está recebendo uma tratativa diferente? Se eu tenho vacinas que estão no mesmo estágio de discussão, por que a de Oxford recebe uma medida provisória com R$ 1,9 bilhão? A gente nem está pedindo esse valor, mas a gente quer um aceno do ministério na aquisição também das vacinas. Isso é algo democrático”, questionou.

Vacinação em São Paulo

A ideia da governo estadual de São Paulo era ofertar 100 milhões de doses da vacinas até maio de 2021. O estado assinou um contrato com os chineses para receber 46 milhões de doses da CoronaVac até dezembro.

Segundo o presidente do Instituto Butantan, Dimas Tadeu Covas , os resultados de testes da fase 3 do desenvolvimento da vacina contra a covid-19, realizados na China, indicam que o produto é seguro e eficaz, confirmando os dados da fase 2. Os testes mais recentes foram feitos com 24 mil voluntários no país asiático. De acordo com o presidente do Instituto Butantan, a vacina mostrou eficácia de 97% na produção de anticorpos contra o coronavírus. Apenas 5,2% dos vacinados apresentaram efeitos colaterais leves, dos quais 3,3% relataram dor no local de aplicação e 0,18% tiveram febre.

O governo paulista e o instituto também solicitaram que o Ministério da Saúde apoie a produção da vacina no Brasil, para garantir que a produção chegue a níveis que permitam o atendimento à população. Dimas estimou em R$ 145 milhões o investimento necessário para ampliar a capacidade de produção do Instituto Butantan. E também apoio à distribuição.

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