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Boulos: a aliança que a esquerda precisa fazer é com o povo

À TV 247, Guilherme Boulos contou que é pré-candidato à prefeitura de São Paulo pelo PSOL e falou que não buscará alianças que não sejam com o povo. O líder do MTST também opinou sobre o “Fora Bolsonaro”. Assista

Líder do MTST, Guilherme Boulos (Foto: Brasil 247)

247 - Líder do MTST, Guilherme Boulos contou à TV 247 que é pré-candidato à prefeitura de São Paulo ao lado da deputada federal e ex-prefeita Luiza Erundina, pelo PSOL. A deputada federal Sâmia Bomfim e o deputado estadual Carlos Giannazi também se colocam como pré-candidatos.

Boulos falou sobre a pauta da moradia em seu projeto para a cidade e da necessidade de se aliar ao povo. Ele também opinou sobre o “Fora Bolsonaro”.

Uma das maiores lideranças do Brasil na luta pela moradia, Guilherme Boulos afirmou que este será o ponto principal de sua candidatura. “O tema da moradia se tornou em São Paulo e nas grandes cidades do Brasil um tema central, por conta do drama da população em situação de rua. Tivemos em São Paulo, nos últimos quatro anos, um aumento de 66% na população em situação de rua, hoje são 25 mil pessoas vivendo nas ruas. E não é só São Paulo, eu andei pelo Brasil e vi como está no Brasil inteiro. Então esse debate, se eu for candidato a prefeito de São Paulo, eu quero que esteja o centro”.

Questionado sobre as alianças que iria buscar para chegar ao governo, caso seu nome seja aprovado dentro do partido, Boulos respondeu que fará alianças com o povo e criticou o PT por ter firmado alianças institucionais e deixar de lado a população no período em que esteve no governo, em sua avaliação. 

“A questão é como você consegue chegar em mais gente na cidade, como você consegue falar a língua do povo, dialogar com as pessoas e ampliar seu leque de apoio. Sabe qual foi um dos grandes problemas da esquerda que governou o Brasil? Foi ter achado que era mais importante fazer aliança institucional com o PMDB, com o centrão, do que fazer aliança com o povo. Descuidou do trabalho de base, deixou de pisar nas periferias, achou que gabinete resolvia tudo, que ‘acordão’ resolvia tudo, que jantar no Palácio da Alvorada resolvia tudo e esses caras foram os primeiros a meterem as facadas nas costas, com o Temer. A aliança que a esquerda brasileira precisa se preocupar hoje em fazer, não só nas eleições, é recuperar a aliança com o povo das periferias”.

Sobre um possível pedido de impeachment de Jair Bolsonaro, Guilherme Boulos concordou com a necessidade da saída de Bolsonaro do poder, mas ponderou a capacidade de articulação da esquerda para conseguir levar o processo adiante. “Se há alguém de esquerda no Brasil que não acredita que o Bolsonaro tem que sair, não entendeu a natureza desse governo. O Bolsonaro é desastroso para a democracia, quer implementar esse projeto autoritário, o Bolsonaro é o pior tipo de casamento entre extrema-direita autoritária e neoliberalismo visceral, mais duro. A questão é: hoje nós temos força para derrotar o governo Bolsonaro? Acho que é esse o debate que precisa ser feito. Temos essa força para, por exemplo, propor o impeachment e aprovar no Congresso Nacional? Pega o impeachment do Trump nos Estados Unidos. Quem saiu fortalecido depois da negação do impeachment?”.

Inscreva-se na TV 247 e assista à entrevista na íntegra: