Bruno Covas decide abrir escolas contra o desejo dos pais, alunos e professores
A Prefeitura de São Paulo irá permitir a volta de atividades presenciais extracurriculares em escolas públicas e particulares a partir do dia 7 de outubro contrariando a opinião de pais, alunos e professores que consideram volta às aulas precipitada
247 - A Prefeitura de São Paulo irá permitir a volta de atividades presenciais extracurriculares em escolas públicas e particulares a partir do dia 7 de outubro. O retorno não é obrigatório para escolas nem para as famílias e valerá para todo o ensino básico (0 a 17 anos), informa O Estado de S.Paulo. O ensino superior foi liberado para voltar com aulas. Já nas escolas, o retorno está previsto para 3 de novembro. Colégios e faculdades da capital estão fechados desde março, como forma de frear a transmissão do novo coronavírus.
"Em relação aos alunos de 0 a 17 anos, responsabilidade do município, estado e rede privada, vamos liberar a partir de 7 de outubro as atividades extracurriculares", disse Covas ao anunciar a decisão.
"É uma forma de irmos modulando, verificando quando se dá isso na cidade de São Paulo, para que não tenha que retroceder. Até agora, a cidade de São Paulo conseguiu abrir o processo de flexibilização sem ter que retroceder", afirmou o prefeito.
O secretário municipal de Educação, Bruno Caetano, informoi que entre as atividades extracurriculares que poderão ser oferecidas estão cursos livres, como aulas de línguas ou de música".
A capital paulista já tinha autorização para a retomada de atividade de reforço e acolhimento nas escolas desde o dia 8 de setembro pelo governo do Estado, mas as prefeituras têm autonomia e Covas não havia concordado com a data.
Opiniões contrárias
Bruno Covas decidiu abrir escolas contra o desejo dos pais, alunos e professores. Segundo o ex-ministro da educação Aloizio Mercadante existe um “lobby dos colégios privados na pressão pela volta às aulas".
Ele alertou que o retorno prematuro das atividades presenciais certamente “aceleraria a pandemia” no país.
Já a jornalista Cynara Menezes questionou: para que voltar às aulas no Brasil, no final do ano letivo? Ela estacou que a OMS indica a volta às aulas nos países que já controlam a infecção pela Covi-19, cujo ano letivo começa em setembro e outubro, o que não é caso do Brasil.