Cabral é denunciado pela sexta vez na Lava Jato

MPF/RJ denunciou à 7ª Vara Federal o ex-governador Sérgio Cabral por 30 crimes de lavagem de dinheiro, 25 de evasão de divisas e 9 crimes de corrupção passiva; é sexta vez que o peemedebista é denunciado na Lava Jato; também foram colhidas provas de que Vinícuis Claret (Juca Bala) operacionalizou o recebimento de US$ 3.081.460,00 para Cabral, por meio do Banco BPA de Andorra, através de contrato de fachada firmado com empresa em nome de um dos colaboradores e Timothy Scorah Lynn; Cabral teve briga física com seu ex-operador na cadeia para tentar abafar delação

Rio de Janeiro - O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral é levado preso na operação Lava Jato em viatura da Polícia Federal na sede na Praça Mauá (Fernando Frazão/Agência Brasil)
Rio de Janeiro - O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral é levado preso na operação Lava Jato em viatura da Polícia Federal na sede na Praça Mauá (Fernando Frazão/Agência Brasil) (Foto: Leonardo Lucena)

Rio 247 - O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro (MPF/RJ) denunciou à 7ª Vara Federal o ex-governador Sérgio Cabral por 25 crimes de evasão de divisas, 30 crimes de lavagem de dinheiro e 9 crimes de corrupção passiva. É sexta vez que o peemedebista é denunciado na Lava Jato.

Entre os denunciados está o doleiro brasileiro preso no Uruguai Vinícius Claré, o Juca Bala, e mais oito pessoas. Também foram colhidas provas de que Vinícuis Claret (Juca Bala) operacionalizou o recebimento de US$ 3.081.460,00 para Cabral, por meio do Banco BPA de Andorra, através de contrato de fachada firmado com empresa em nome de um dos colaboradores e Timothy Scorah Lynn.

A denúncia é um desdobramento da Operação Eficiência, que prendeu o empresário Eike Batista, e investiga crimes de lavagem de dinheiro de US$ 100 milhões - mais de R$ 300 milhões. Os valores foram distribuídos em 10 contas em paraísos fiscais no exterior. Segundo o MPF o total ocultado no exterior corresponde a R$ 318.554.478,91 que representa apenas parte do que amealharam dos cofres públicos, por meio de um engenhoso processo de envio de recursos oriundos de propina para o exterior.

Cabral briga com ex-operador

Uma das pessoas denunciadas foi Carlos Miranda (25 crimes de evasão de divisas e 21 crimes de lavagem de dinheiro), ex-operador de Cabral.

Na semana passada, ele e Cabral tiveram uma briga física, logo após o carnaval, em Bangu 8. Segundo o colunista Lauro Jardim, houve uma divergência sobre a delação premiada, porque Miranda quer entregar alguns membros da Assembleia Legislativa com peso no governo Cabral. Não houve pancadaria.

Após a celebração de acordos de colaboração premiada, foi possível revelar como Sérgio Cabral e sua organização criminosa ocultaram e lavaram: 1) R$ 39.757.947,69 movimentados e guardados no Brasil; 2) US$ 100.160.304,90 depositados em dinheiro em contas no exterior; 3) € 1.214.026,13 ocultados sob a forma de diamantes, guardados em cofre no exterior; 4) US$ 1.054.989,90 ocultados sob a forma de diamantes, guardados em cofre no exterior e; 5) US$ 247.950,00 ocultados sob a forma de quatro quilos e meio de ouro, guardados em cofre no exterior.

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