Cabral recebeu tanta propina que doleiros do RJ não deram conta

O ex-governador do Rio Sérgio Cabral, preso há dois meses pela operação Calicute, recebeu tanta propina em seus anos à frente do governo que os doleiros fluminenses não deram conta e precisaram pedir reforços para outros Estados; ao avançar sobre o milionário esquema de corrupção atribuído ao ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB), a Operação Eficiência revelou que as propinas arrecadadas pela organização criminosa teriam criado um verdadeiro ‘oceano’ de patrimônio para o peemedebista e seus aliados, ainda não totalmente rastreado pelas autoridades; estima-se que Cabral possa ter recebido US$ 100 milhões

Adriana Ancelmo e Sergio Cabral
Adriana Ancelmo e Sergio Cabral (Foto: Giuliana Miranda)

Rio 247 - O ex-governador do Rio Sérgio Cabral, preso há dois meses pela operação Calicute, recebeu tanta propina em seus anos à frente do governo que os doleiros fluminenses não deram conta e precisaram pedir reforços para outros Estados. Ao avançar sobre o milionário esquema de corrupção atribuído ao ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB), a Operação Eficiência revelou que as propinas arrecadadas pela organização criminosa teriam criado um verdadeiro ‘oceano’ de patrimônio para o peemedebista e seus aliados, ainda não totalmente rastreado pelas autoridades. Estima-se que Cabral possa ter recebido US$ 100 milhões.

As informações são de Fausto Macedo no Estado de S.Paulo

"O volume de dinheiro ilícito movimentado por Cabral na época em que ele governou o Rio (2007 a 2014) foi tão grande que nem mesmo seus operadores conseguiram lavar e tiveram que pedir ajuda a outros doleiros.

As investigações apontam que Cabral mantinha contas no exterior com dinheiro ilícito desde 2002, quando era deputado, e que teve três principais operadores ao longo do tempo – Sérgio Castro de Oliveira, o ‘Serjão’ ou ‘Big’, Carlos Emanuel Miranda e Luiz Carlos Bezerra. Os três estão presos.

Os irmãos Renato e Marcelo Chaber, que atuam no mercado financeiro e cuidavam das contas no exterior de Cabral, fecharam acordo de delação premiada homologado pelo juiz Marcelo Bretas, da 7.ª Vara Federal do Rio, e relataram aos procuradores que Cabral teria movimentado dinheiro no exterior desde, pelo menos, 2002. Segundo eles, as dificuldades para conseguir o dinheiro em espécie começaram a surgir a partir de 2007, quando o político virou governador do Rio.

Segundo a Procuradoria da República, de 2002 a 2007, período em que Cabral foi deputado estadual e senador, seu esquema teria remetido US$ 6 milhões para as contas geridas por Renato Chebar no exterior – um total de nove contas em cinco países: Suíça, Luxemburgo, Bahamas, Uruguai e Andorra.

Para a Procuradoria da República, o valor acumulado por Cabral no período ’em nada se compararia às surreais quantias amealhadas pelo ex-governador nos anos seguintes (2007-2014), durante sua gestão à frente do Governo do Estado do Rio de Janeiro, quando logrou acumular mais de US$ 100 milhões’. Até agora, o Ministério Público Federal conseguiu repatriar cerca de R$ 270 milhões."

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