Cabral usava celular em nome de doméstica para falar com empreiteiros

O ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, que está preso em Bangu 8, utilizava um celular em nome da doméstica Nelma de Sá Saraça, para falar com executivos de empreiteiras; segundo o Ministério Público Federal, por este telefone ele marcava encontros em locais como o Palácio Laranjeiras, residência oficial do chefe do Executivo estadual, para discutir propinas em obras públicas; Nelma diz não ter ideia sobre como seu nome e CPF foram parar no cadastro de um número usado pelo ex-governador; "Que sem-vergonha", disse ela

Rio de Janeiro - O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral é levado preso na operação Lava Jato em viatura da Polícia Federal na sede na Praça Mauá (Fernando Frazão/Agência Brasil)
Rio de Janeiro - O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral é levado preso na operação Lava Jato em viatura da Polícia Federal na sede na Praça Mauá (Fernando Frazão/Agência Brasil) (Foto: Valter Lima)

247 - O ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, que está preso em Bangu 8, utilizava um celular em nome da doméstica Nelma de Sá Saraça, para falar com executivos de empreiteiras. Segundo o Ministério Público Federal, por este telefone ele marcava encontros em locais como o Palácio Laranjeiras, residência oficial do chefe do Executivo estadual, para discutir propinas em obras públicas.

Entrevistada pelo jornalista Italo Nogueira, Nelma diz não ter ideia sobre como seu nome e CPF foram parar no cadastro de um número usado pelo ex-governador. "Que sem-vergonha", disse ela.

O número que Nelma diz nunca ter usado foi fornecido aos investigadores pelo delator Alberto Quintaes, da Andrade Gutierrez. Outros dois suspeitos apontados pela Procuradoria como operadores do esquema também usaram artifício semelhante. Carlos Emanuel Miranda, operador financeiro, tinha telefone em nome da empresa Boomerang Comércio de Veículos, e Wilson Carlos, de Luis Cláudio Maia.

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