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"Cadáver do Glória indica que Rio mereceu Eike"

Colunista Luiz Fernando Vianna lembra que, com incentivos do Estado, empresário Eike Batista comprou e depois arrasou o teatro de 1922, jogou fora os móveis e quase 90 anos de tradição; “Eike representa o capital especulativo, corrosivo, que não tem compromisso com nada que não seja o ganho imediato, sem respeitar passado ou futuro. É a força da grana que apenas destrói coisas belas”

Colunista Luiz Fernando Vianna lembra que, com incentivos do Estado, empresário Eike Batista comprou e depois arrasou o teatro de 1922, jogou fora os móveis e quase 90 anos de tradição; “Eike representa o capital especulativo, corrosivo, que não tem compromisso com nada que não seja o ganho imediato, sem respeitar passado ou futuro. É a força da grana que apenas destrói coisas belas” (Foto: Roberta Namour)
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247 – O colunista Luiz Fernando Vianna relaciona a bancarrota de Eike Batista ao “cadáver” do hotel Glória. Segundo ele, os escombros são o reflexo do que “nós, cariocas, deixamos nos tornar”.

Ele lembra que Eike o adquiriu, com incentivos do Estado, para o transformar num hotel seis estrelas. “Arrasou um teatro, os quartos, jogou fora os móveis e quase 90 anos de tradição. Falido, fechou a porta do cenário apocalíptico, repassou o terreno para um fundo suíço e foi embora ser classe média --após, pai exemplar, repassar sua fortuna aos filhos”, ironiza.

Segundo Vianna, “Eike representa o capital especulativo, corrosivo, que não tem compromisso com nada que não seja o ganho imediato, sem respeitar passado ou futuro. É a força da grana que apenas destrói coisas belas” (leia mais).