Candidata a prefeita do Rio, Suêd Haidar é alvo de operação da PF contra milícias

Além de Suêd Haidar, que também é presidente do PMB, foram alvos da Operação Sólon a candidata a vice da chapa, Jéssica Natalino, filha do ex-deputado Natalino Guimarães, apontado como um dos chefes da milícia na Zona Oeste

(Foto: Reprodução)
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247 - A candidata a prefeita do Rio de Janeiro Suêd Haidar, que também é presidente nacional do Partido da Mulher Brasileira (PMB) foi um dos alvos de operação da Polícia Federal deflagrada nesta quinta-feira (12) para investigar a participação de milícias nas eleições muncipais. 

Além de Suêd Haidar, também foram alvos da Operação Sólon a candidata a vice da chapa, Jéssica Natalino, filha do ex-deputado Natalino Guimarães, apontado como um dos chefes da milícia na Zona Oeste; e Carminha Jerominho, candidata a vereadora e filha de Jerominho, irmão de Natalino.

No total, a operação cumpriu 12 mandados de prisão. Foram apreendidos R$ 320 mil, US$ 2.500, celulares, notebooks, material de campanha, uma arma irregular e máscaras contra Covid-19 com propaganda eleitoral.

Leia também matéria da Agência Brasil sobre o assunto:

A Polícia Federal deflagrou hoje (12), no Rio de Janeiro, a Operação Sólon, contra uma organização criminosa suspeita de prática de lavagem de dinheiro relacionada a crimes eleitorais. Estão sendo cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em residências, comitês de campanhas e empresas ligadas aos envolvidos. Participam da operação 85 Policiais Federais.

Os mandados foram expedidos pela 16ª Zona Eleitoral. Não houve pedidos de prisão, já que a legislação eleitoral proíbe o cumprimento de mandados de prisão de candidatos a menos de 15 dias da eleição e de eleitores a menos de cinco dias do dia de votação, exceto em flagrante de delito.

Segundo a corporação, integrantes de uma das maiores milícias do Rio estariam “almejando cargos no legislativo e no executivo, nas eleições de 2020, para retomar o poder que possuíam na zona oeste do município”.

De acordo com os Relatórios de Inteligência Financeira (Rifs) analisados pela Polícia Federal, foram verificadas movimentações financeiras atípicas em empresas ligadas aos investigados, com a possibilidade de os valores serem destinados a gastos de campanhas eleitorais.

A operação foi batizada em homenagem a Sólon, estadista, legislador e poeta grego criador da Eclésia, a Assembléia Popular de Atenas, considerada o berço da democracia. Segundo a Polícia Federal, a ação visa “reafirmar o poder das instituições que garantem a higidez no processo democrático”, diante do “avanço da atuação das organizações criminosas no cenário político”.

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