Carlos Bolsonaro faz manobra para afastar imagem de Ronnie Lessa do clã

Carlos Bolsonaro compartilhou no Twitter o vídeo de um suposto depoimento de Élcio Queiroz e afirmou que o ex-militar seria "comparsa do tal Ronie", apontado pelo MPRJ como autor dos tiros que mataram Marielle Franco. Carluxo se refere a Ronnie Lessa como se não o conhecesse. Ele mora no mesmo condomínio do clã e sua filha namorou um dos filhos de Jair Bolsonaro

247 - O vereador licenciado Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) compartilhou no Twitter o vídeo de um suposto depoimento de Élcio Queiroz e afirmou que o ex-militar seria "comparsa do tal Ronie". O parlamentar fez referência a Ronnie Lessa, apontado pelo Ministério Público do Rio (Mp-RJ) como autor dos tiros que mataram a ex-vereadora Marielle Franco (PSOL), em 14 de março do ano passado. 

Carluxo se refere a Ronnie Lessa como se não conhecesse o policial, que, antes de ser preso, morava no condomínio Vivendas da Barra, onde moram Jair Bolsonaro e o vereador. Lessa é pai da ex-namorada do irmão mais novo do parlamentar - Jair Renan Bolsonaro, de 20 anos.

“Élcio, comparsa do tal Ronie apontados como assassinos de Marielle. Tudo criado contra o Presidente não tem cheiro de cortina de fumaça, mas de um prédio inteiro queimado!”, tuitou Carlos Bolsonaro. 

O assassinato da ex-vereadora Marielle Franco ganhou novas desdobramentos após o Jornal Nacional divulgar na semana passada apontando um suposto envolvimento de Jair Bolsonaro. 

De acordo com a reportagem, um porteiro do condomíno disse à políci que Elcio de Queiroz entrou no local e disse que iria para a casa do então deputado Jair Bolsonaro. Os registros de presença da Câmara dos Deputados mostram que o então parlamentar estava em Brasília no dia.

Mas o porteiro que prestou depoimento e anotou no livro o número 58 não é o mesmo que fala com Ronnie Lessa (dono da casa 65) no áudio divulgado por Carlos Bolsonaro (veja aqui). A polícia ainda não periciou a voz dos dois porteiros para fazer a comparação sob o argumento de que precisa de autorização do Supremo Tribunal Federal por envolver Jair Bolsonaro. 

Marielle era ativista de direitos humanos e denunciava a truculência policial nas favelas, bem como a atuação de milícias nas periferias. O assassinato está ligado ao crime organizado. Os atiradores cometeram o crime em um lugar sem câmeras e antes havia perseguido o carro dela por cerca de 4 quilômetros. 

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