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Carnaval de Paes será investigado pelo MP

Promotores contestam repasses milionários da prefeitura às escolas de samba, que justificam suas despesas com notas fiscais inidôneas

Promotores contestam repasses milionários da prefeitura às escolas de samba, que justificam suas despesas com notas fiscais inidôneas (Foto: Leonardo Attuch)

247 - O carnaval do Rio de Janeiro pode se transformar em caso de polícia. É o que informa o colunista Ancelmo Gois:

Carnaval investigado - ANCELMO GOIS

O MP do Rio abriu processo contra o prefeito Eduardo Paes, o presidente da Riotur, Antonio Pedro Figueira de Mello, dois ex-diretores da empresa e 13 escolas de samba. A investigação, que contou com os promotores Glaucia Santana, Eduardo Carvalho e Flavio Bonazza, durou sete anos.

Segue...
O MP acusa a prefeitura de não fazer licitação para organizar os desfiles e deixar tudo com a Liesa.
O processo relata que a prefeitura dá cerca de R$1 milhão, por ano, a cada agremiação. Só que as escolas, ainda segundo o MP, prestam contas com “notas fiscais inidôneas”.

Um exemplo...
Veja o caso da Mangueira. Em 2010, a verde e rosa apresentou uma nota de R$ 43 mil, da Nivio Rio Comércio, e outra de R$155.884, da Pangola Distribuidora de Papéis e Plásticos.
Só que, naquele carnaval, as duas já estavam inativas há anos e anos.