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Casos suspeitos de Ebola em São Paulo e Rio são descartados após exames

Testes laboratoriais confirmaram meningite em paciente de São Paulo e malária em paciente do Rio; autoridades reforçam baixo risco de transmissão no Brasil

Micrografia eletrônica de transmissão colorida de partículas de varíola de macaco encontradas dentro de uma célula infectada (azul), cultivadas em laboratório. (Foto: NIAID)
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247 - As suspeitas de infecção pelo vírus Ebola em pacientes atendidos em São Paulo e no Rio de Janeiro foram descartadas após a conclusão de exames laboratoriais. Os casos mobilizaram autoridades de saúde devido ao histórico recente de viagem dos pacientes a países africanos que enfrentam surtos da doença.

De acordo com informações divulgadas pela Reuters, o paciente internado em São Paulo recebeu diagnóstico de meningite após investigação médica. Ele permanece internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Emílio Ribas, referência nacional no tratamento de doenças infecciosas.

O homem havia sido colocado em isolamento depois de apresentar febre alta e informar que era procedente da República Democrática do Congo, país que enfrenta atualmente um surto de Ebola. A combinação dos sintomas com o histórico de viagem levou as autoridades sanitárias a classificarem o caso como suspeito para a doença.

Paciente do Rio teve diagnóstico de malária

Também nesta segunda-feira, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Prefeitura do Rio de Janeiro confirmaram o descarte de uma suspeita de Ebola envolvendo um paciente proveniente de Uganda, país vizinho à República Democrática do Congo e que também registrou casos da enfermidade.

Segundo a prefeitura carioca, os exames laboratoriais apontaram que o paciente não estava infectado pelo vírus Ebola, mas sim por malária.

"O paciente proveniente de Uganda testou negativo para Ebola e positivo para malária, de acordo com análises conduzidas pela Fiocruz", afirmou a prefeitura do Rio de Janeiro em nota enviada à Reuters.

"Desta forma, não há casos suspeitos do vírus no município do Rio", acrescentou a administração municipal.

Fiocruz reforça monitoramento

A Fiocruz informou que os exames que descartaram a infecção por Ebola foram concluídos no domingo. A instituição destacou ainda que o paciente segue recebendo acompanhamento médico em razão de seu quadro clínico.

"A Fiocruz reitera que o risco de transmissão da doença no Brasil é considerado baixo e segue preparada para eventual resposta à situações que demandem atendimento médico e diagnóstico laboratorial", afirmou a fundação.

As autoridades sanitárias mantêm protocolos de vigilância para casos suspeitos da doença, especialmente quando envolvem pessoas que viajaram recentemente para regiões afetadas por surtos do vírus.

Surto avança na África

Enquanto os casos investigados no Brasil foram descartados, a situação na África continua preocupando as autoridades internacionais de saúde. Dados divulgados pelo Ministério das Comunicações da República Democrática do Congo apontam que o número de casos confirmados de Ebola chegou a 282.

Segundo o balanço oficial, 42 pessoas morreram em decorrência da doença. O total foi ampliado após a confirmação de 19 novos resultados positivos para o vírus.

Em maio, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou o surto provocado pela rara variante Bundibugyo do vírus Ebola na República Democrática do Congo e em Uganda como uma emergência de saúde pública de interesse internacional. Apesar da gravidade da situação, a entidade informou que o cenário não atende aos critérios para ser considerado uma emergência pandêmica.