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CNJ investiga soltura do miliciano Flamengo

Peterson Luiz de Almeida estava detido em um presídio, mas foi solto mesmo com mandado de prisão contra ele

Peterson Luiz de Almeida (Foto: Reprodução )

247 - O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) começou nesta semana uma investigação para saber como o miliciano Peterson Luiz de Almeida, conhecido como "Pet" ou "Flamengo", foi solto no último domingo (29), mesmo com mandado de prisão preventiva vigente contra ele, que estava preso há dois meses no Presídio José Frederico Marques, no bairro de Benfica, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Em nota, o CNJ confirmou que apura as circunstâncias da soltura e anunciará "providências que se fizerem necessárias a partir do esclarecimento dos fatos".

De acordo com informações publicadas nesta quarta-feira (1) pelo portal Metrópoles, investigadores apontaram Almeida como um dos "comparsas" do miliciano Zinho, líder de uma das organizações criminosas mais influentes da capital do estado do Rio. Ele responde pelos crimes de mílicia privada e comércio ilegal de arma de fogo. As penas podem chegar a 20 anos de prisão.

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) determinou o prazo de 48 horas para que a Secretaria de Administração Penitenciária do estado (Seap) esclareça o motivo da autorização da libertação de Flamengo. A pasta afirmou ter autorizado a saída de Pet por não ter sido informada da conversão da prisão temporária em preventiva. Ele foi solto no dia 29 de outubro. Ele estava na unidade prisional José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte do Rio.

De acordo com a Seap, o comunicado da conversão da prisão foi enviado pela Justiça para um e-mail que foi desativado há cinco anos. A secretaria disse ter se comunicado com a Justiça pelos novos meios oficiais de trocas de informações entre a pasta e outras instituições.