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Coaf erra e multiplica por 100 patrimônio de Cabral

Recursos do ex-governador do Rio depositados num fundo de investimento eram, na verdade, R$ 385 mil, e não R$ 38,5 milhões, como informou a Justiça Federal; cifra consta do relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), órgão vinculado ao Ministério da Fazenda, enviado ao Ministério Público Federal e baseou o novo pedido de bloqueio de bens de Sérgio Cabral

Rio de Janeiro - O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral é levado preso na operação Lava Jato em viatura da Polícia Federal na sede na Praça Mauá (Fernando Frazão/Agência Brasil) (Foto: Gisele Federicce)

Rio 247 - Um erro do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), órgão ligado ao Ministério da Fazenda, induziu a erro o juiz Marcelo Bretas, que determinou nesta quinta-feira 12 o bloqueio de R$ 38 milhões de uma aplicação de Sérgio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro.

O Coaf multiplicou o valor por 100, conforme revelou o colunista Lauro Jardim, do Globo. Cabral tinha, na verdade, R$ 385 mil num fundo da Vinci Partners, custodiado pelo Bradesco, e não R$ 38,5 milhões, como informou a Justiça Federal. A cifra consta do relatório do Coaf enviado ao Ministério Público Federal.

"Bretas determinou o bloqueio baseado em informações do MPF, que, por sua vez, informa que as recebeu do Coaf. O engano provavelmente deu-se pelo seguinte: o Coaf informou que Cabral possuía R$ 38.527.157,00, quando na verdade eram R$ 385 271,57. Botaram dois zeros a mais", escreveu o jornalista.