Condomínio na Barra é acusado de preconceito

Dezoito trabalhadores, em sua maioria negra, foram barrados na entrada no condomínio comercial Le Monde, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, porque um administrador do condomínio disse que eles causariam "poluição visual e mau cheiro" no local; o caso foi registrado na 16º DP (Barra)

www.brasil247.com - Dezoito trabalhadores, em sua maioria negra, foram barrados na entrada no condomínio comercial Le Monde, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, porque um administrador do condomínio disse que eles causariam "poluição visual e mau cheiro" no local; o caso foi registrado na 16º DP (Barra)
Dezoito trabalhadores, em sua maioria negra, foram barrados na entrada no condomínio comercial Le Monde, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, porque um administrador do condomínio disse que eles causariam "poluição visual e mau cheiro" no local; o caso foi registrado na 16º DP (Barra) (Foto: Leonardo Lucena)
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Rio 247 – Um total de 18 trabalhadores, em sua maioria negra, foram barrados na entrada no condomínio comercial Le Monde, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, porque um administrador do condomínio disse que eles causariam "poluição visual e mau cheiro" no local, conforme registro de ocorrência feito na 16º DP (Barra) na noite desta quarta-feira (15).

Em jejum desde o dia anterior, os trabalhadores ficaram mais de quatro horas negociando com a equipe de segurança e com a administração do condomínio. Por volta das 15h, após uma ameaça do sócio da Biocardio, Renato Sérgio Fernandes Pinto, de chamar um policial militar, a entrada dos trabalhadores foi autorizada. Mas, antes da permissão, eles já tinham ouvido do administrador do condomínio, Felipe Alencar Gilaberte, pedir para não tocarem nas paredes.

"Houve uma total discriminação. E não foi a primeira vez, trata-se de uma briga antiga que eu tenho com o condomínio. Dizem que a nossa clínica não deveria funcionar aqui, devido ao tipo de público que atendemos. Acredito que me criam esse tipo de constrangimento para tentar forçar uma mudança de endereço", disse o doutor Renato Sérgio.

O grupo de trabalhadores, com idade entre 18 e 59 anos, tinha como destino a clínica BioCardio, especialista em medicina do trabalho, que ocupa três salas no quarto andar do bloco 7, de acordo com o jornal Extra. Os rapazes iriam começar a atuar nas obras da Linha 4 do Metrô em funções como ajudante de pedreiro, servente, pedreiro, entre outras.

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Um operador de escavadeira identificado como Leonardo Moraes da Silva, 31 anos, disse que sofreu preconceitos em outras ocasiões. "Essa foi a terceira vez que fui nessa clínica, e em todas fui tratado da mesma forma: cheguei na portaria e me mandaram dar a volta por trás, para subir pelo elevador de carga. É humilhante, porque o próprio nome diz: aquilo é para carga e descarga. E o que disseram sobre os documentos é mentira, porque entreguei a minha carteira de habilitação na entrada e mesmo assim me fizeram passar por tudo isso", contou.

Em novembro do ano passado, a clínica entrou com uma ação contra o condomínio por problemas dessa natureza. O registro, no qual constam os crimes de injúria e desobediência, de ocorrência foi feito na 16ª DP, e anexado ao processo.

Outro lado

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O administrador do condomínio afirmou que a confusão ocorreu porque o grupo não quis apresentar os documentos de identificação. Gilaberte negou que tenha ofendido. Mas vale ressaltar que o próprio PM confirmou o uso de termos como "poluição visual" e "mau cheiro" por parte do administrador, segundo o qual a BioCardio inventou essa versão: "Isso é história do proprietário, que quer atender cem pessoas por dia".

 

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