Conselheiro de TCE que vendia sentenças se aposenta recebendo R$ 30 mil

O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) concedeu aposentadoria ao conselheiro Jonas Lopes de Carvalho Júnior, acusado pelo Ministério Público Federal de vender sentenças; delator na Operação Descontrole, desdobramento da Lava Jato, Jonas Lopes confessou o recebimento de propinas na Corte de contas; o ex-conselheiro e ex-presidente do TCE vai receber uma aposentadoria de 30.400 reais

Presidente do TCE do Rio, Jonas Lopes de Carvalho
Presidente do TCE do Rio, Jonas Lopes de Carvalho (Foto: Giuliana Miranda)

Rio 247 - A presidente interina do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), Marianna Montebello Willeman, aposentou, “a pedido”, o conselheiro Jonas Lopes de Carvalho Júnior, acusado pelo Ministério Público Federal por venda de sentença. Delator na Operação Descontrole, desdobramento da Lava Jato, Jonas Lopes confessou o recebimento de propinas na Corte de contas. O ex-conselheiro e ex-presidente do TCE vai receber uma aposentadoria de 30.400 reais.

A decisão foi publicada no Diário Oficial de quinta-feira. Além de aposentar Jonas Lopes, a presidente do TCE dissolveu o gabinete do conselheiro “em função da perda de sua titularidade”. Estavam locados no gabinete 14 servidores. “Com a consequente exoneração dos servidores ocupantes de cargo comissionado, devolução dos servidores cedidos aos respectivos órgãos de origem e relotação dos servidores efetivos”, determinou Marianna Montebello Willeman.

A delação de Jonas Lopes levou à deflagração da Operação O Quinto do Ouro, em março deste ano. Na ocasião, conselheiros do TCE foram presos e o presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Jorge Picciani (PMDB), foi levado coercitivamente para depor.

Em agosto, Lopes e outros quatro investigados foram denunciados perante o Superior Tribunal de Justiça (STJ) por envolvimento em esquema de venda de decisões no TCE-RJ, com a participação de outros conselheiros. Com a aposentadoria, a acusação do Ministério Público Federal deverá ser remetida para a Justiça Federal do Rio.

As informações são de reportagem na Veja.

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