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Conselheiro do TCE cobrou propina, diz delator

Os conselheiros do TCE-RJ alvos da Operação O Quinto de Ouro aceitavam receber a propina em qualquer lugar, sejam em casa, em gabinetes ou até em clubes; eles cobravam para que os pagamentos fossem feitos nas datas definidas; é o que aponta um trecho do relato do depoimento, homologado pela Justiça, do conselheiro Jonas Lopes de Carvalho Júnior e de seu filho, o advogado Jonas Lopes Neto, o Joninhas

Os conselheiros do TCE-RJ alvos da Operação O Quinto de Ouro aceitavam receber a propina em qualquer lugar, sejam em casa, em gabinetes ou até em clubes; eles cobravam para que os pagamentos fossem feitos nas datas definidas; é o que aponta um trecho do relato do depoimento, homologado pela Justiça, do conselheiro Jonas Lopes de Carvalho Júnior e de seu filho, o advogado Jonas Lopes Neto, o Joninhas (Foto: Leonardo Lucena)

Rio 247 - Os conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ) alvos da Operação O Quinto de Ouro aceitavam receber a propina em qualquer lugar, sejam em casa, em gabinetes ou até em clubes. Eles cobravam para que os pagamentos fossem feitos nas datas definidas.

É o que aponta um trecho do relato do depoimento, homologado pela Justiça, do conselheiro Jonas Lopes de Carvalho Júnior e de seu filho, o advogado Jonas Lopes Neto, o Joninhas. Os conselheiros são suspeitos de receberem propina de 1% em editais de obras lançadas no governo do Rio para não fiscalizarem obras e de receberem valores indevidos para viabilizar a utilização do fundo especial do TCE-RJ para pagamentos de contratos do ramo alimentício atrasados junto ao governo.

Os cinco conselheiros presos foram José Gomes Graciosa, Aloysio Neves (presidente da corte desde janeiro, após a licença do próprio Jonas Lopes), Domingos Brazão (vice-presidente), José Maurício Nolasco e Marco Antônio Alencar. Também foi detido o conselheiro aposentado Aluisio Gama.

De acordo com Jonas Lopes, em uma das ocasiões, o conselheiro José Gomes Graciosa enviou uma marcinha de carnaval em que o refrão era "cadê meu dinheiro?". Lopes afirmou que a mensagem, enviada pelo Whatsap, foi repassada para o seu telefone celular funcional, ou seja, cedido pelo próprio tribunal.

Ao G1, advogado de Graciosa, Joaquim Queiroga Neto, afirmou que não havia um posicionamento sobre o assunto. "Ainda não examinei todos os autos do processo, que estava em segredo de Justiça. Então não posso dar uma posição", disse.

Os cinco conselheiros do TCE-RJ tiveram prisão prorrogada por pelo menos mais cinco dias, após decisão do ministro Felix Fisher, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).