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Conselho de Ética da Alesp abranda pena de Cury, acusado de assédio sexual, e membros renunciam

Conselho de Ética da Alesp decidiu punir o deputado Fernando Cury, acusado de assediar sexualmente Isa Penna, com a suspensão do mandato por um período de 119 dias. Emídio de Souza e Barros Munhoz renunciaram do colegiado por não concordarem com o resultado

Isa Penna e Fernando Cury (Foto: ALESP)

247 - O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) decidiu punir o deputado estadual Fernando Cury (Cidadania), acusado de assediar sexualmente a também deputada Isa Penna (PSOL), com a suspensão por um período de 119 dias do mandato sem remuneração ou acesso a benefícios para todo o gabinete. A informação é do jornal O Globo.

O relator do caso, Emídio de Souza (PT), que havia proposto que o parlamentar fosse suspenso por seis meses, e o deputado Barros Munhoz (PSB) anunciaram suas renúncias do colegiado, por não concordarem com o abrandamento da punição.

O pedido de suspensão por um prazo inferior ao que havia sido proposto pelo relator foi feito pelo deputado Wellington Moura (Republicanos). Além dele, votaram a favor da proposta os deputados Delegado Olim (Progressistas), Adalberto Freitas (PSL), Alex de Madureira (PSD) e o corregedor da Casa, Estevam Galvão (DEM). 

“Não é à toa que está proposto 119 dias. É porque aos deputados estaduais é conferido o direito de se afastar para tratamento de saúde até o prazo de 120 dias sem chamar o suplente. Se busca fazer uma punição de 119 dias para que o prazo não seja atingido e nada se mexa. O povo de São Paulo espera grandeza maior de sua Assembleia”, disse Emídio.