Contrato do Cenpes recebeu mais de 50 aditivos

Criado nos anos 70, o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), que fica na UFRJ, é responsável pela criação de tecnologias para a Petrobras, além de projetar e fiscalizar obras realizadas na estatal; sua construção, alvo da Lava Jato, foram orçadas em cerca de R$ 840 milhões, mas custaram mais de R$ 2,5 bilhões após mais de 50 aditivos contratuais pedidos pelas empreiteiras; diferentes contratos da ampliação do Cenpes foram repartidos entre as empresas investigadas por formação de cartel

Criado nos anos 70, o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), que fica na UFRJ, é responsável pela criação de tecnologias para a Petrobras, além de projetar e fiscalizar obras realizadas na estatal; sua construção, alvo da Lava Jato, foram orçadas em cerca de R$ 840 milhões, mas custaram mais de R$ 2,5 bilhões após mais de 50 aditivos contratuais pedidos pelas empreiteiras; diferentes contratos da ampliação do Cenpes foram repartidos entre as empresas investigadas por formação de cartel
Criado nos anos 70, o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), que fica na UFRJ, é responsável pela criação de tecnologias para a Petrobras, além de projetar e fiscalizar obras realizadas na estatal; sua construção, alvo da Lava Jato, foram orçadas em cerca de R$ 840 milhões, mas custaram mais de R$ 2,5 bilhões após mais de 50 aditivos contratuais pedidos pelas empreiteiras; diferentes contratos da ampliação do Cenpes foram repartidos entre as empresas investigadas por formação de cartel (Foto: Leonardo Lucena)

Rio 247 - Criado nos anos 70, o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), que fica na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), é responsável pela criação de tecnologias para a Petrobras, além de projetar e fiscalizar obras realizadas na estatal. As obras, alvo da 31.ª fase da Operação Lava Jato, foram orçadas em cerca de R$ 840 milhões, mas custaram mais de R$ 2,5 bilhões após mais de 50 aditivos contratuais pedidos pelas empreiteiras.

Segundo as investigações, diferentes contratos da ampliação do Cenpes foram repartidos entre as empresas investigadas por formação de cartel, como Andrade Gutierrez, OAS, Queiroz Galvão e UTC. O projeto era tocado pela Diretoria de Serviços da companhia, comandada pelo ex-diretor Renato Duque.

O objetivo da ampliação do Cenpes, em 2007, era preparar o centro para as demandas da exploração do pré-sal. Na inauguração da ampliação, em 2010, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva exaltou o Cenpes como o "maior centro de pesquisas do hemisfério Sul". 

O projeto de ampliação atraiu a instalação de centros de pesquisa de outras petroleiras e fornecedores do ramo petrolífero no Parque Tecnológico da UFRJ. Inaugurado em 2003, o parque reúne centros de pesquisa de 13 grandes empresas, oito pequenas e médias, e sete laboratórios da própria UFRJ.

A Petrobras informou, em nota, que realiza investigação interna com o objetivo de "averiguar possíveis irregularidades sobre os contratos das obras de ampliação do Cenpes", e que os relatórios finais serão enviados às autoridades. A estatal disse ter concluído as investigações e adotou "medidas disciplinares" contra as acusações.

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