Defensoria vai recorrer de sentença da morte do médico

Sentença da juíza Michelle de Gouvêa Pestana Sampaio, da Vara da Infância e da Juventude da Capital, absolve o segundo menor e condena o primeiro e o terceiro, acusados de envolvimento no crime; o defensor público Fabio Schwartz, que assiste ao terceiro menor, explicou que o próprio Ministério Público pediu a improcedência do pedido, alegando falta de provas; ele disse que, "a testemunha ocular dos fatos não reconheceu o terceiro menor. Ela reconhece apenas o primeiro, categoricamente"

Sentença da juíza Michelle de Gouvêa Pestana Sampaio, da Vara da Infância e da Juventude da Capital, absolve o segundo menor e condena o primeiro e o terceiro, acusados de envolvimento no crime; o defensor público Fabio Schwartz, que assiste ao terceiro menor, explicou que o próprio Ministério Público pediu a improcedência do pedido, alegando falta de provas; ele disse que, "a testemunha ocular dos fatos não reconheceu o terceiro menor. Ela reconhece apenas o primeiro, categoricamente"
Sentença da juíza Michelle de Gouvêa Pestana Sampaio, da Vara da Infância e da Juventude da Capital, absolve o segundo menor e condena o primeiro e o terceiro, acusados de envolvimento no crime; o defensor público Fabio Schwartz, que assiste ao terceiro menor, explicou que o próprio Ministério Público pediu a improcedência do pedido, alegando falta de provas; ele disse que, "a testemunha ocular dos fatos não reconheceu o terceiro menor. Ela reconhece apenas o primeiro, categoricamente" (Foto: Gisele Federicce)

Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil

A Defensoria Pública do Rio de Janeiro anunciou hoje (2) que vai recorrer da decisão da Justiça, que impõe ao terceiro menor – acusado pela morte do médico Jaime Gold – o cumprimento de penalidade no Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase). A sentença da juíza Michelle de Gouvêa Pestana Sampaio, da Vara da Infância e da Juventude da Capital, absolve o segundo menor, assistido pelo defensor público Tadeu Antonio, e também condena o primeiro, defendido pelo advogado Djefferson Amadeus.

Segundo comunicado, o defensor público Fabio Schwartz, que assiste ao terceiro menor acusado de envolvimento no caso, explicou que o próprio Ministério Público pediu a improcedência do pedido, alegando falta de provas. Ele disse que, "a testemunha ocular dos fatos não reconheceu o terceiro menor. Ela reconhece apenas o primeiro, categoricamente".

O documento diz ainda que "a medida socioeducativa é de três anos ou até quando o menor completar 21 anos. Mas pode ser revista a cada seis meses". O primeiro e o terceiro menor estão, temporariamente, sob os cuidados do Degase.

A assessoria do órgão explicou que o cartório do juizado tem que remeter os autos à Defensoria Pública, o que ainda não aconteceu. A partir do recebimento do processo, o defensor público tem dez dias para apelar.

Segundo o advogado do primeiro menor, Djefferson Amadeus, com a decisão da defensoria, de recorrer da decisão, existe grande expectativa de reverter o resultado. "Há muitas contradições no depoimento do frentista [de um posto de gasolina] que foi testemunha. Também não há margem para dúvida de que o menor estava na comunidade de Manguinhos, no momento do crime", afirma Amadeus.

O médico Jaime Gold foi assassinado na noite de 19 de maio, após ser abordado por dois menores que queriam levar sua bicicleta, na Lagoa Rodrigo de Freitas, zona sul do Rio. Mesmo sem reagir, o ciclista levou golpes de faca nos braços e na barriga. Jaime foi levado para o Hospital Miguel Couto, na Gávea, onde passou por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos.

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