Déficit do Rio deve chegar a R$ 13 bilhões este ano

O secretário de Fazenda do estado do Rio de Janeiro, Júlio Bueno, disse que a pasta vai precisar do apoio da Assembleia Legislativa (Alerj) para enfrentar a crise econômica; a previsão é que até o final de 2015 o Estado tenha um déficit de R$ 13 bilhões; de acordo com a secretaria, a crise é resultado da queda da atividade global do país, da redução de 30% da arrecadação de royalties de petróleo e da redução na arrecadação de ICMS      

O secretário de Fazenda do estado do Rio de Janeiro, Júlio Bueno, disse que a pasta vai precisar do apoio da Assembleia Legislativa (Alerj) para enfrentar a crise econômica; a previsão é que até o final de 2015 o Estado tenha um déficit de R$ 13 bilhões; de acordo com a secretaria, a crise é resultado da queda da atividade global do país, da redução de 30% da arrecadação de royalties de petróleo e da redução na arrecadação de ICMS
 
 
 
O secretário de Fazenda do estado do Rio de Janeiro, Júlio Bueno, disse que a pasta vai precisar do apoio da Assembleia Legislativa (Alerj) para enfrentar a crise econômica; a previsão é que até o final de 2015 o Estado tenha um déficit de R$ 13 bilhões; de acordo com a secretaria, a crise é resultado da queda da atividade global do país, da redução de 30% da arrecadação de royalties de petróleo e da redução na arrecadação de ICMS       (Foto: Leonardo Lucena)

Jornal do Brasil - O secretário de Fazenda do estado do Rio de Janeiro, Júlio Bueno, disse nesta quarta-feira (25/03) que a pasta vai precisar do apoio da Assembleia Legislativa (Alerj) para enfrentar a crise econômica. A previsão é que até o final de 2015 o Estado tenha um déficit de R$ 13 bilhões. A informação foi divulgada durante audiência pública realizada no prédio anexo da Casa pelas Comissões de Orçamento, Tributação e Economia, presididas, respectivamente, pelos deputados, Edson Albertassi (PMDB), Luiz Paulo (PSDB) e Waldeck Carneiro (PT).

De acordo com Paulo Tafne, economista da secretaria, a crise é resultado da queda da atividade global do país, da redução de 30% da arrecadação de royalties de petróleo e da redução na arrecadação de ICMS. "Na audiência de hoje, o Executivo demonstrou que o rombo dos cofres é alto. As receitas estão menores que as despesas. A situação é tão grave que,se somarmos as despesas de folha com o serviço da dívida, já acabou o dinheiro. Então, tivemos que conversar também sobre qual é a forma de diminuir o tamanho desse buraco", diz o deputado Luiz Paulo. Para enfrentar a dívida, foram apresentadas medidas de contingenciamento. Entre elas, a utilização de depósitos judiciais não tributários, esforço na arrecadação de impostos e redução de despesas.

Para o secretário, o Parlamento tem um papel fundamental nesse processo. "Para fazer transações financeiras que diminuam a dívida do Estado, vamos precisar da Alerj", enfatizou Júlio. Além das despesas previstas para esse ano, o Governo tem uma dívida acumulada de R$ 700 milhões. "Ela é composta de uma série de débitos que não foram pagos no final do ano passado, organizações sociais, empresas e fornecedores. Nós estamos equacionando para pagar esse ano, até dezembro o estado terá quitado esse valor", disse o secretário.

A Secretaria de Estado de Planejamento (Seplag) está buscando junto às pastas reduzir despesas. "Estamos indo em cada Secretaria e pedindo que façam um custeio mínimo, já que eles sabem exatamente o que pode ser cortado", explica a secretária de Planejamento, Claudia Uchôa. Segundo ela, a prioridade do Estado é pagar as folhas dos servidores: "O importante é que os funcionários recebam os vencimentos em dia, inclusive com os aumentos aprovados ano passado nesta Casa. Limpeza e alimentação, também estão no fluxo de caixa da Fazenda".

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços, Marco Antônio Capute, a crise não vai durar muito tempo e o Estado pode ganhar com isso. "Muitos investidores das indústrias de bebida e automotiva têm procurado o Estado para se estabelecerem. O dólar alto propicia o investimento no país. Só de indústrias que serão inauguradas em 2015, serão investidos R$ 3 bilhões que vão gerar mais de três mil empregos", afirma Capute.

O secretário informou que o Estado está investindo nas Parcerias Público Privadas (PPP) para manter o crescimento do Estado. "Sem isso, não há recursos no Rio. Temos que ser criativos e entrar com novas parcerias com o setor privado, já temos em vista as áreas de saneamento e transporte público, com a linha 2 do metrô".

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