Delação sobre corrupção no transporte público do Rio atinge Paes e pode beneficiar Freixo

O empresário Lélis Teixeira, da Fetranspor, delatou o esquema de propinas e caixa dois relacionado às tarifas de ônibus do Rio de Janeiro e entregou tanto o atual prefeito, Marcelo Crivella, como seu antecessor, Eduardo Paes, o que pode abrir terreno para uma vitória de Marcelo Freixo, do Psol, no Rio de Janeiro

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247 – "A delação premiada de um ex-presidente da federação de empresas de ônibus do Rio de Janeiro atinge todos os Poderes estaduais e municipais. Assinado em fevereiro, o acordo de Lélis Teixeira com o Ministério Público Federal cita Executivos, Legislativos e Tribunais de Contas estaduais e municipais, além do Judiciário e do Ministério Público fluminenses", aponta reportagem de Ítalo Nogueira, publicada hoje na Folha de S. Paulo.

Estima-se em R$ 500 milhões o total repassado de 2010 a 2016. Há menção a propina e caixa dois a três ex-governadores (Anthony Garotinho, Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão), deputados estaduais e conselheiros afastados do TCE-RJ. "O prefeito Marcelo Crivella e o ex-prefeito Eduardo Paes também aparecem como beneficiários de caixa dois em diferentes eleições", aponta a reportagem.

Hoje, Paes e Marcelo Freixo, do Psol, são os principais nomes da disputa municipal no Rio de Janeiro. Na simulação com maior número de candidatos feita pelo Datafolha em dezembro, Eduardo Paes está na frente, com 22%, empatado tecnicamente com Freixo, que tem 18%. Crivella registra 8%. No cenário com menos postulantes ao cargo, o ex-prefeito alcança 27% e o deputado, 21%  –empatados no limite da margem de erro. Com a denúncia da Fetranspor, o quadro pode mudar.

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