Delator envolve Beltrame na Lava Jato: recebia mesada

Segundo reportagem do Globo, o economista Carlos Miranda acusa, em sua delação premiada, já homologada no Supremo Tribunal Federal, o ex-secretário de Segurança José Mariano Beltrame de ter se beneficiado com uma mesada de R$ 30 mil no esquema de corrupção do ex-governador Sergio Cabral; o dinheiro, de acordo com o delator, era entregue à mulher de Beltrame; os dois negam as acusações; "Sinceramente, não recebi recurso algum. Ele terá de provar", disse Beltrame

Secretário de Segurança, José Mariano Beltrame anuncia que coronel Pinheiro Neto assumirá o Comando-geral da PM.
Secretário de Segurança, José Mariano Beltrame anuncia que coronel Pinheiro Neto assumirá o Comando-geral da PM. (Foto: Gisele Federicce)

Rio 247 - O economista Carlos Miranda envolveu o nome do ex-secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro José Mariano Beltrame em sua delação premiada na Lava Jato, já homologada pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal. As informações são de reportagem do jornal O Globo deste domingo 29.

Miranda disse que Beltrame, que foi responsável pela implementação das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) nos morros do Rio de Janeiro durante sua gestão, teria se beneficiado do esquema de corrupção do então governador Sergio Cabral.

O ex-secretário recebia uma mesada de R$ 30 mil, acusou. O dinheiro, de acordo com o delator, era entregue à mulher de Beltrame. O casal nega as acusações. A delação foi encaminhada ao juiz Marcelo Bretas, da Lava Jato no Rio.

Beltrame disse que coloca as declarações de bens, contas bancárias e outros dados patrimoniais à disposição das autoridades judiciais para provar que nunca recebeu propina. "Sinceramente, não recebi recurso algum. Ele terá de provar", desafiou.

"Não dá para aturar o nome na lama. Enterrei ali anos na minha vida profissional. Me sinto agredido por isso. O que direi à minha família?", questionou, irritado.

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