Delegado pede prorrogação do caso Thor Batista

Delegado Mario Arruda da 61a. DP, na Baixada Fluminense, pediu ao Ministrio Pblico mais tempo para concluir inqurito; faltam laudos periciais do carro do filho do bilionrio Eike Batista e do local do atropelamento que matou Vanderson Pereira dos Santos, em maro

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247 - O delegado Mário Arruda, da 61ª Delegacia de Polícia em Xerém, Baixada Fluminense, pediu na tarde desta sexta-feira (20) ao Ministério Público (MP) a prorrogação do prazo para a conclusão do inquérito que apura o atropelamento de Vanderson Pereira dos Santos, por Thor Batista. Segundo Arruda, resultados das perícias ainda não chegaram às suas mãos e por isso não pode concluir inquérito no prazo - 30 dias.

O filho do bilionário Eike Batista atropelou e matou o ajudante de caminhão na noite de 17 de março, na rodovia BR-040, no trecho de Xerém, em Duque de Caxias, região da Baixada Fluminense.

O delegado ainda aguarda os laudos das periciais do local e do carro de Thor, o Mercedez Mclaren. A perícia vai indicar o local exato do impacto e a velocidade que o rapaz dirigia na rodovia, com limite de 110 km/h. O inquérito foi encaminhado na quinta-feira (19) para o MP, pois prazo expirou dia 18. Prorrogação pode ser de mais 30 dias.

Ele afirma que o laudo do local já está pronto, mas ainda não foi encaminhado à delegacia. Essa perícia vai determinar, principalmente, se a colisão foi no acostamento ou no meio da pista.

"Quanto à perícia no carro, foram pedidas informações à Mercedes-Benz com o intuito de sabermos a real velocidade em que o carro estava. Ainda aguardamos essas respostas", afirmou o delegado ao portal G1.

Só o laudo que aponta ingestão de álcool pela vítima está pronto e nas mãos do delegado. Vanderson teria consumido bebida alcoólica, já que foram encontrados 15,5 dg/L (decigramas por litro) de álcool no sangue dele, segundo o laudo toxicológico do corpo. O exame foi feito por peritos do Instituto Médico Legal (IML). No entanto, a própria Polícia Civil afirma que não é possível constatar estado de embriaguez para esta dosagem. Vários fatores devem ser levados em consideração. Entre eles, o metabolismo da pessoa, a estrutura corporal, se estava de estômago vazio, qual o grau de resistência ao álcool e há quanto tempo fora ingerido, pontos que o exame de alcoolemia não pode mensurar.

Arruda descartou a hipótese de homicídio doloso. Caso seja constatado que Thor dirigia sua McLaren em velocidade maior do que a permitida, Thor pode responder por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

A defesa do filho do bilionário alega que o carro trafegada dentro da velocidade permitida na via e que não ingeriu álcool antes de conduzir o veículo.

 

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